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120 crianças são atingidas por doença misteriosa semelhante à pólio, que paralisa braços e pernas

Compartilhe:     |  22 de outubro de 2018

Uma condição misteriosa, rara (atinge menos de um em um milhão) e que afeta principalmente crianças. Assim está sendo definida a doença com 120 casos confirmados ou suspeitos relatados em 22 estados dos Estados Unidos. De acordo com reportagem publicada no The Washington Post, que, durante uma coletiva de imprensa, ouviu Nancy Messonnier, diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias e uma das principais autoridades dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças  (CDC), 62 casos foram identificados como mielite flácida aguda (AFM). A doença causa debilidade nas extremidades do corpo, podendo levar à paralisia dos membros superiores e inferiores, o que tem gerado a comparação com a poliomielite. Segundo a reportagem, mais de 90% dos casos confirmados são de menores de 18 anos, sendo que a idade média é de 4 anos.

Em busca de respostas
Autoridades de saúde se uniram para aumentar a conscientização sobre a AFM, pedindo aos pais que procurassem as unidades de saúde mais próximas caso notassem algo de diferente nos filhos: “Entendemos que as pessoas, especialmente os pais, estão preocupadas com a AFM”, disse Messonnier. Apesar de extensos testes de laboratório e outros, o CDC não conseguiu encontrar a causa para a maioria dos casos. “Apesar de todos os nossos esforços, não conseguimos identificar a causa dessa doença misteriosa”.

Novas análises estão sendo realizadas a todo momento para descobrir as possíveis causas, mas, até agora, nenhum patógeno foi detectado no  líquido espinhal retirado dos pacientes atingidos.

Os porta-vozes de saúde disseram que os pais podem proteger seus tomando medidas de prevenção, como lavar as mãos, manter o calendário de vacinas atualizado e usar repelentes de insetos, evitando assim picadas de mosquitos transmissores de doenças.

Existe tratamento?
Não há tratamento específico para o transtorno e os resultados a longo prazo são desconhecidos. O distúrbio raro, mas grave, afeta o sistema nervoso e a medula espinhal, e pode ter como causa vírus, toxinas ambientais e distúrbios genéticos. A diretora do Centro Nacional de Imunização e Doenças Respiratórias ressaltou ainda que os pesquisadores sabem o quanto isso pode ser assustador. “Sei que muitos pais querem saber a quais sinais e sintomas eles devem ficar atentos. Eles devem procurar atendimento médico imediatamente se a criança desenvolver fraqueza súbita ou perda de tônus muscular nos braços e nas pernas”, explica.

Segundo a porta-voz, alguns pacientes se recuperaram rapidamente, mas outros continuam com a paralisia e necessitam de cuidados contínuos, com terapias específicas.

Início dos casos
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) começou a rastrear a condição em 2014, quando havia 120 casos confirmados. Então, em 2016, houve mais 149 casos confirmados. Autoridades disseram que é cedo demais para saber se o total para 2018 irá superar os anos anteriores. Mas os dados relatados na última terça-feira (16) representam “um número substancialmente maior do que nos meses anteriores deste ano”, segundo Messonnier.



Fonte: Revista Crescer



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