Trilhas da Paraíba

Areial

Compartilhe:     |  23 de junho de 2019

Areial limita-se com os municípios de Esperança (5 km), Pocinhos (17,5 km), Montadas (11km) e São Sebastião de Lagoa de Roça (11 km). A temperatura média anual desse município oscila em torno de 24°C. Apresenta uma vegetação de transição da Mata subcaducifólia para a Vegetação Xerófita.

Histórico

Por volta do ano 1915, o local onde hoje está situado o município de Areial, servia de parada de tropeiros, onde acampavam para dar de beber aos seus animais de carga e uma lagoa existente. Como a região era acolhedora e de ótima localização, as pessoas que por alí passavam e faziam suas paradas iam aumentando cada vez mais. Daí, foi que o Sr. Manoel Clementino resolveu ali se instalar, construindo uma casa que passou a servir de hospedagem aos tropeiros e algumas famílias.

Atraídos pela fertilidade da terra que se prestava muito bem para o cultivo agrícola, algumas famílias foram chegando e construindo novas casas, iniciando o desenvolvimento do lugar . O desenvolvimento da localidade começou a alcançar prosperidade após 1918, quando novos moradores foram instalando suas casas e implantando pequenos sítios e fazendas. Destacavam-se entre os pioneiros: Joaquim Fonseca, Euclides Luciano e um cidadão conhecido como José Neco.

O lugar, na época pertencente a Campina Grande, só veio a tomar impulso maior, por volta desse mesmo ano, quando foi iniciada uma pequena feira, alcançando pleno sucesso dando uma maior força ao progresso da localidade. No entanto, com o assassinato de um feirante, a feira aos poucos foi fracassando ao ponto de terminar, pois as pessoas temerosas de que fato semelhante viesse a acontecer novamente, passaram a frequentar outras localidades.

Severino Eleutério Manoel Clementino fez doação, algum tempo depois, de um terreno para a construção de uma capela, em louvor a São José. Alguns anos mais tarde foi demolida, quando a comunidade organizou-se e adquiriu por compra de Severino Basílio, um outro terreno em local distinto, para a construção da matriz que ficou concluída em 1971.

Na divisão de administrativa do Brasil em 1937, bem como em 1938, figurou como distrito de Esperança, com o topônimo de Areal (sem o “i”). Pelo decreto de número 520 de 31 de dezembro de 1943, Areal passa a denominar-se Ariús. Já na divisão administrativa do quinquênio 1949/53, seu topônimo é mudado para Novo Areial.

O então deputado Francisco Souto interessou-se pela próspera povoação e apresentou projeto na Assembléia Legislativa para sua emancipação política, o que veio a ocorrer pela lei número 2.606 de 05 de Dezembro de 1961, sendo instalado oficialmente a 10 do mesmo mês e ano, desmembrado de Esperança, formando apenas um distrito, o da sede, com o topônimo de Areial.

A Lagoa Salgada é um lagoa localizado entre os municipio de Montadas, Areial e Pocinhos, no estado da Paraíba. Inexplicavelmente, as águas dessa lagoa são salgadas quase tanto como a água do mar. Ela passa a maior parte do ano vazia, somente no período chuvoso, que vai de março a julho, é que pode ser vista com água. Devido ao sal nenhuma planta se desenvolve no local. Recentemente foram encontrados fósseis acidentalmente durante escavações feitas no local. Especula-se que seja fósseis de preguiças gigantes e mastodontes vividos dez mil anos atrás. Mas até o momento nenhum estudo foi feito.
Sítios Arqueológicos

Descoberto em abril de 2006, sítio de fósseis que pode ser o maior da Paraíba. Fósseis achados em Areial são de espécies que viveram há 10 mil anos.

Desde menino, seu Laudelino Tavares de Souto cansava de ouvir estórias dos pais e avós sobre o ‘Reino Encantado’ que havia na localidade rural de Lagoa Salgada, no município de Areial – região do Brejo da Paraíba, distante cerca de 30 km de Campina Grande. “Diziam que coisas estranhas aconteciam e de que havia um cemitério de animais debaixo do rio que passava em frente à minha casa”, lembra. Na época as estórias não eram levadas a sério, mas hoje parecem estar se confirmando após pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) descobrirem, numa área em frente à casa do agricultor, um sítio paleontológico que pode ser o maior já descoberto na Paraíba. O tamanho da área onde foram encontrados os fósseis tem as mesmas proporções de um estádio de futebol.

Pelo menos nove fósseis de animais pré-históricos já foram encontrados no local desde a última terça-feira, quando apareceram os primeiros achados. A descoberta será comunicada ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Ministério das Minas e Energias (MME) que deve determinar o isolamento geral da área. Os primeiros fósseis foram encontrados por um tratorista que fazia a escavação da nascente do Rio Mamanguape, para um projeto de revitalização do local financiado pela Petrobras. “Quando o tratorista percebeu que havia uns ossos grandes demais parou e a gente ligou para a universidade”, disse um agricultor que mora na localidade de Lagoa Salgada.

Arqueológica da UEPB (Proca) estiveram visitando a área pela primeira vez e confirmaram a grandiosidade da descoberta. Segundo o coordenador do Proca, professor Washington Luís, os fósseis encontrados no local são de espécies da Megafauna que viveram na América do Sul há dez mil anos e tinham o costume de viver em rios e lagos. Ele acredita que os achados sejam de preguiças gigantes, tigres de sabre ou mastodontes que habitavam a área juntamente com tribos indígenas. Segundo o professor, a última descoberta deste tipo ocorrida no Estado aconteceu na década de 90, na área onde hoje está instalado o Parque do Mastodonte (próximo ao Posto da Manzuá). “É uma descoberta muito importante para nosso Estado e dependendo do que for encontrado aqui, poderemos ter um dos maiores sítios paleontológicos do Nordeste”.

A UEPB vai solicitar autorização ao DPNM para realizar as pesquisas científicas na área onde estão os fósseis dos animais. Quando os pesquisadores do Proca/UEPB chegaram ao local, já encontraram alguns fósseis danificados pelos moradores da localidade. Outras peças podem ter sido danificadas também porque a área era usada para motoristas aprenderem a dirigir carros. A PM foi acionada e ficou fazendo a segurança da área. De acordo com o biólogo do Proca, Helder Albuquerque, os moradores costumam pegar pedaços dos fósseis pensando que podem vender e conseguir dinheiro.

Segundo estudiosos no assunto, a cidade de Areial tem uma nova história a partir desse descobrimento.



Fonte: Famup - areialpb.com.br



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