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19 de Junho: Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme

Compartilhe:     |  19 de junho de 2014

Campanha realizada por associações de pacientes pretende acolher o paciente e seus familiares e conscientizar população sobre a doença

Reconhecido pela Organização das Unidas (ONU) como o Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme, o dia 19 de junho é uma importante data no calendário da saúde. Segundo o Ministério da Saúde, 3.500 crianças brasileiras nascem por ano com anemia falciforme, uma doença hereditária reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo. Para identificá-la, basta que o recém-nascido realize o teste do pezinho. Os adultos devem ficar atentos aos sintomas, que são anemia crônica, cor amarelada na pele e crises de dor.

A campanha de 2014 promovida pelo Instituto Espaço de Vida tem um fundo de acolhimento e entendimento para o paciente e seus fami liares, além da disseminação do conhecimento sobre a doença para toda a população. “Nesta terceira edição, queremos dar ênfase ao paciente já diagnosticado, crianças e adolescentes que necessitam de atenção especial quando nos momentos de crise e transfusões de sangue e divulgar para todos as informações como sintomas, diagnóstico e tratamento da doença”, explica Christine Battistini, fundadora do Espaço de Vida. Segundo Christine, para que os pacientes sejam acolhidos, é preciso entendimento sobre a doença e as necessidades dessas pessoas.

Em parceria com outras associações de pacientes, a campanha tem alcance nacional e envolverá a distribuição de material impresso, uso de mídia e plataforma digital. No Facebook o internauta poderá interagir nas publicações “Contador de Histórias” falando de suas experiências e “Minha região: o que temos de novo”. Também é possível interagir pelo blog.

Sobre a Doença Falciforme – A doença falciforme pode ser a anemia falciforme ou o traço falciforme. A anemia falciforme é uma doença hereditária que provoca a malformação das hemácias (glóbulos vermelhos) fazendo com que elas tomem o formato de foices. Com esta configuração, o transporte de oxigênio fica deficiente, além de causar dor. O traço falciforme se dá quando uma pessoa recebe apenas um gene com a mutação. Neste caso, não é necessário um tratamento especializado.

Sobre a Anemia Falciforme – Segundo o hematologista do conselho científico do Espaço de Vida e médico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Rodolfo Cançado, a doença é mais comum na população afrodescendente. “A miscigenação racial torna essa característica mais difícil de delimitar. Para diagnosticar a anemia falciforme o principal exame a ser feito é o famoso teste do pezinho, disponível no SUS desde 2008”, explica.

Após os quatro anos de idade é possível fazer a eletroforese de proteínas, exame de sangue também oferecido pelo SUS que detecta a anemia falciforme.

Os sintomas são: anemia crônica, causada pela rápida destruição dos glóbulos vermelhos, icterícia, ou seja, cor amarelada na pele e mais visivelmente no branco dos olhos, inchaço muito doloroso na região dos punhos e tornozelos, mais frequentes até os dois anos de idade, e crises de dor principalmente em ossos, músculos e articulações.

Tratamento

O tratamento tem como principal foco a prevenção das situações que podem modificar a forma das hemácias. “Tratamento rápido de infecções, calendário de vacinação em dia, evitar desidratação e atividades físicas muito intensas são alguns cuidados que o paciente deve ter”, elenca Cançado.

Como aproximadamente 11% das crianças que possuem este tipo de anemia devem apresentar AVC (Acidente Vascular Cerebral) até os 20 anos de idade, a prevenção é indispensável. “O DTC (Doppler Transcraniano) previne o AVC, permitindo melhor qualidade e perspectiva de vida ao paciente. Simples e indolor, o exame é semelhante ao ultrassom e permite a identificação da velocidade do fluxo sanguíneo cerebral”, explica o neurologista pediatra Camilo Vieira.

Entre as organizações que apoiam a Campanha, existe uma em João Pessoa: trata-se da ASPPAH (Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias)

Da Redação com Assessoria



Fonte: Wscom - com Assessoria



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