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A agenda da sustentabilidade é intrinsecamente uma agenda de produtividade e eficiência

Compartilhe:     |  25 de setembro de 2020

Ter uma meta de sustentabilidade, hoje, não interfere mais na competitividade de uma empresa. O argumento é de Pablo Fava, presidente da Siemens no Brasil, que participou de um painel no Congresso Brasil-Alemanha, nesta quinta-feira (24).

A conversa, intitulada “Produção Sustentável: Desafios para um produção mais inteligente no âmbito econômico social e ambiental”, também teve a participação de Victor Teles, gerente executivo de Customer Solutions da Festo Brasil, e Almir Araújo Silva, head de agricultura digital da BASF América Latina. O evento tem Época NEGÓCIOS como parceira de mídia.

Fava contou como a digitalização se tornou foco da Siemens em diversas áreas, e ajudou na busca por tornar as operações mais sustentáveis. Por exemplo, o uso de baterias solares e eólicas diminuiu em 20% o custo energético em suas usinas durante o horário de pico. A inteligência artificial também foi implementada para otimizar o trabalho de turbinas e diminuir em 80% as emissões de carbono.

“A agenda de sustentabilidade é intrinsecamente uma agenda de produtividade e eficiência”, disse Fava, ao ser perguntado sobre como a sustentabilidade pode afetar a competitividade. “Você até tem a opção de não fazer, mas vai se lamentar no futuro.”

Araújo explicou que a busca por oportunidades sustentáveis é uma questão de sobrevivência em uma área que lida com o plantio de alimentos. “É produzir mais no mesmo espaço”, disse. Para  isso, a BASF está usando inteligência artificial para aumentar a produtividade do campo. “Transformação digital tem tudo a ver com sustentabilidade”, completou.

Segundo Teles, é preciso também ter foco na informação. “A educação também faz parte da sustentabilidade”, disse. Parte disso também significa implementar a economia circular, em que o lixo produzido na cadeia produtiva é reinserido nela para recomeçar o processo. Teles afirma que a Festo, por exemplo, tem abolido o uso de materiais mais difíceis de reciclar.

Já Fava acredita que isso pode ser alcançado com a digitalização. “Colocar ferramentas digitais em toda a cadeia produtiva consegue criar uma economia circular completa”.



Fonte: Foxbe - Época Negócios



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