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A chave para o amanhã

Compartilhe:     |  28 de março de 2021

O ser humano é capaz de quase tudo. De um lado, hoje somos capazes de nos autodestruir, seja por conta de uma guerra nuclear, seja por conta de nosso comportamento predatório e insustentável no planeta. Por outro, é possível sonhar em conservar o planeta e suprir as necessidades básicas da vida. É possível cumprir com todos os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Assembleia Geral da ONU, por meio de políticas públicas, da adoção de tecnologias e de conhecimentos já disponíveis. Parece incrível, e é.

A tecnologia pode ser o grande salto que precisamos para um planeta melhor. E a indústria cumpre um papel fundamental neste processo. Da revolução industrial até o advento da indústria 4.0, os ganhos de eficiência enérgica, produtividade, custo e logística são e serão gigantescos. Pode-se dizer que vivemos o limiar de um novo tempo. A inteligência artificial, a robótica, a internet das coisas, big data e toda sorte de avanços científicos e tecnológicos são parte de uma revolução que se convencionou chamar de 4ª revolução industrial ou indústria 4.0 e que irá mudar o planeta.

Entretanto, tudo indica que, apesar dos gigantescos avanços, não iremos cumprir as metas estabelecidas para os ODS, em 2030. Se temos as condições tecnológicas necessárias, o que falta avançar para termos uma sociedade mais humana, menos desigual e com melhor qualidade de vida para todos? Por que ainda convivemos com fomes, guerras e pestes? A resposta não parece estar propriamente na tecnologia que já existe e que certamente ainda virá.

O grande desafio deste novo mundo 4.0, pautado na tecnologia e na ciência, será construirmos um profundo compromisso ético com o outro, com o planeta e consigo mesmo. O cerne dos nossos problemas atuais – e, portanto, também das soluções – ainda está no ser humano e não na máquina.

(*) Advogado especialista em Políticas Públicas, mestre em Ciência Política pela UFMG e conselheiro de empresas e entidades do terceiro setor.



Fonte: Revista Ecológico - Thiago Camargo



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