Notícias

A comida da vez para emagrecer; indústria investe em nova forma de usar velhas gordices

Compartilhe:     |  28 de junho de 2015

Num futuro bem próximo, talvez no ano que vem, vamos encontrar nas prateleiras dos supermercados comida para emagrecer que em vez de cortar calorias promete matar a fome por mais tempo. Aos diets, lights e os cada vez mais numerosos alimentos enriquecidos devem se somar bolos, massas e outras tradicionais gordices.

A novidade é que terão a mesma cara das gordices que conhecemos, mas a composição será à base de uma forma de amido que tem digestão lenta.

Pareçam ou não apetitosos, esses alimentos ganharam destaque na Euro Global Summit and Expo on Food & Beverages (EuroFood 2015), que aconteceu em Alicante, na Espanha, em meados deste mês. Repercutiram por lá as pesquisas do projeto europeu Satin (Saciedade e Inovação, na sigla em inglês), que reúne 11 indústrias de alimentos e sete universidades, com orçamento de seis milhões de euros.

A ideia é associar descobertas recentes sobre a flora intestinal ao uso de um tipo de carboidrato que sabidamente proporciona maior sensação de saciedade. Isso acontece porque essa forma de carboidrato passa direto pelo intestino delgado e vai para o grosso. E só lá encontra bactérias capazes de digeri-lo. Essas bactérias, por sua vez, liberam substâncias que indicam ao cérebro que há alimento ainda não digerido, logo não é preciso comer ainda. O resultado é o retardamento da sensação de fome.

Esse carboidrato é um amido encontrado naturalmente em leguminosas, como feijões, lentilhas e ervilhas. A ideia é fabricar uma variedade maior de alimentos com grande concentração do amido. O problema é que as bactérias não liberam somente sinais químicos. Se superestimuladas, podem provocar diarreia e gases. Daí que o desafio é encontrar a receita ideal, que só deixe o cérebro ligado sem o ônus dos efeitos colaterais.

Na EuroFood 2015 pesquisadores disseram que seus estudos vão bem, obrigada, e esperam para breve novidades. Ótimo para os que amam comida industrializada.

Mas, por hora, acho melhor a ideia dos próprios pesquisadores que estudaram as bactérias. Vá direto na fonte. Ou seja, coma feijões, ervilhas e lentilhas.

Na verdade, feijão é tudo de bom. Muitas vezes ouvi especialistas elegerem o feijão, quando tinham que escolher apenas um superalimento.

Feijões e suas parentes são uma boa opção para ficar satisfeito com menos comida. E o arroz, seu injustiçado companheiro de prato, também contém o mesmo tipo de amido. Basta não exagerar.

O nutriente que mais proporciona a sensação de saciedade são as proteínas. O ponto é que comer por muito tempo proteínas apenas — como preconiza a famosa dieta — não é saudável. E nesse quesito o feijão mais uma vez marca pontos porque também é rico em proteínas.

Seria loucura comer só feijão para emagrecer. Mas ele é importante em dietas equilibradas, um aliado que não merece ser menosprezado.



Fonte: O Globo



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais