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A companhia de um cão ajuda a fazer novos amigos, diz estudo

Compartilhe:     |  19 de maio de 2019

Quase metade dos tutores de cães fizeram amigos enquanto caminham com seus peludos, sugere um novo estudo.

Pesquisas envolvendo 2 mil pessoas que dividem suas vidas e seus lares com cães domésticos descobriram que esses tutores encontraram uma média de quatro novas pessoas através de seu companheiro animal enquanto passeavam ou treinavam seus amigos caninos.

Isso levou os próprios cães a ter uma vasta vida social, com 60% dos tutores reconhecendo que seu animal doméstico tem “amigos cachorros”.

A média de cada cão esta em torno de três amigos caninos, com mais de um quarto dos animais que fizeram pate da pesquisa até tendo um “companheiro de caminhada”, muitas vezes saindo com o mesmo cachorro e tutor em turma.

Sendo que oito em cada 10 tutores afirmando que é “importante” para os cães terem amigos que eles vêem regularmente e uma vida social. Assim como no caso dos cães pesquisados, três em cada 10 cães também têm outros companheiros animais de outras espécies, a maioria dos quais são gatos.

Foto: Bored Panda/ Reprodução

Foto: Bored Panda/ Reprodução

E alguns dos entrevistados disseram que seu animal doméstico é amigo de um cavalo e um coelho.

O estudo foi encomendado pelo canal de TV infantil Boomerang para lançar seu novo programa Mighty Mike em 1º de maio. Nick Jones, MA Dog Behaviourist disse: “Cães que se misturam socialmente bem juntos podem formar laços fortes e aprender uma variedade de habilidades sociais entre si que os seres humanos podem achar difícil de detectar ou reconhecer.

Da mesma forma, os cães são o “quebra-gelo” perfeito para iniciar conversas com pessoas que você poderia passar sem perceber ou conhecer, além de comprovadamente trazerem inúmeros benefícios para a saúde ao longo do caminho, como melhorias na saúde mental e física, que a pesquisa também apontou.

O estudo também descobriu que 54% dos donos de cachorros acreditam que ter seu animal doméstico aumentou sua confiança, já que eles podem facilmente conversar com estranhos. Outras áreas de suas vidas que foram melhoradas incluem níveis de estresse, saúde e tempo passados ao ar livre.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

Outros quatro em cada dez disseram que sua felicidade geral foi aumentada e um terço e admitiu organizar datas de brincadeira e eventos para eles e seus cães.

As vidas amorosas foram positivamente afetadas, já que uma em cada seis pessoas pesquisadas conhece alguém que conheceu sua outra metade por ter um cachorro.

Além disso, um quarto dos peludos é “amigo” de um cachorro em su própria casa.

Amor incondicional e incomparável

Alguns estudos revelam que, quando se trata de sentir empatia, muitos humanos preferem os cães a outras pessoas.
Sociólogos e antropólogos da Northeastern University e da University of Colorado ponderaram que quando há relatos de animais necessitados nas manchetes dos jornais, o nível de indignação é, às vezes, maior do que quando as tragédias afetam os humanos.

Os alunos sentiram mais empatia em relação aos cães do que aos humanos adultos. Segundo o estudo, “a idade faz diferença para a empatia em relação às vítimas humanas, mas não para as vítimas de cães.” O estudo também menciona uma instituição de caridade britânica que conduziu um experimento que consistia numa campanha de arrecadação de fundos, com duas versões do mesmo anúncio.

Foto: Good Updates

Foto: Good Updates

“Ambos continham um texto que dizia: ‘Você daria £ 5 para salvar Harrison de uma morte lenta e dolorosa?’ Uma versão trazia uma foto do verdadeiro Harrison Smith, um menino de oito anos diagnosticado com Duchenne (Distrofia Muscular). O outro apresentava uma foto de um cachorro”, diz o estudo.

Quando os anúncios foram veiculados, com links para doar para a instituição de caridade, o que mostrava o cachorro atraiu o dobro do número de cliques (230) em relação ao do menino (111).

“Pode ser que muitas pessoas avaliem cães como vulneráveis, independentemente de sua idade, quando comparados a humanos adultos. Em outras palavras, os cães, jovens ou adultos, são vistos como possuidores de muitas das mesmas qualidades associadas aos bebês humanos”, diz o estudo.

O psicoterapeuta Justin Lioi concorda. “Somos mais capazes de ter empatia com alguém que consideramos ter pouca culpa por suas circunstâncias”, disse Lioi. “Cães e bebês são a definição de ‘inocência’ e estamos mais propensos a correr para os apoiar”, completou.

A Dra. Kathrine McAleese, socióloga e psicoterapeuta sistêmica, tem clientes que trabalham extensivamente com cães. Ela disse que vê esse fenômeno regularmente. “As pessoas que se encaixam nos resultados deste estudo muitas vezes consideram os animais inocentes e humanos como não tendo a mesma pureza”, disse McAleese.



Fonte: Anda



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