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Espaços públicos podem ser agradáveis centros de convivência urbana

Compartilhe:     |  30 de agosto de 2014

Não estacione!

Há algumas semanas, uma pequena praça começou a chamar atenção no bairro do Paraíso, na cidade São Paulo. Plantas, algumas mesas e bancos de madeira foram instalados no espaço onde antes cabiam dois carros, e assim surgiu uma agradável área pública.

Chamados de parklets, esses espaços já são tradicionais em cidades como San Francisco, nos Estados Unidos, e estão chegando aos poucos ao Brasil. No ano passado, um projeto-piloto foi instalado na capital paulista, no bairro Higienópolis, como uma maneira de testar a opinião dos moradores e passantes do local. O teste, pelo jeito, teve um resultado positivo: hoje em dia, já são seis parklets, desenvolvidos pela ONG Mobilidade Verde em parceria com escritórios de arquitetura e instalados com o apoio da prefeitura.

Para ficar claro o seu significado, aqui vai a definição empregada pela ONG: o parklet é uma extensão de calçada com mobiliário urbano cujo objetivo é oferecer espaços de convivência de qualidade para a população.

Antes de introduzir um parklet, como está explicado no site da ONG Mobilidade Verde, é realizado um estudo de viabilidade em que são consideradas informações como idade média dos moradores, mapeamento do comércio local e do transporte público. No caso da minipraça instalada no Paraíso, a entidade chegou às seguintes conclusões: é um bairro com muitos idosos, jovens casais com filhos, grande quantidade de escolas, comércio vibrante e bom transporte público. Nesse caso, para se adequar às necessidades, foi introduzida também uma vaga de carros para idosos. No local ainda há uma placa com algumas regras de convivência: mantenha a limpeza; não deite ou durma no local, use-o para trabalhar, almoçar, ler e fazer amizades; não cole cartazes.

Pequeno oásis urbano
Pequeno oásis urbano

“Com esses espaços, a cidade passa a ser mais utilizada pelos moradores. E quando existe essa apropriação, a cidade torna-se mais atrativa, a sensação de segurança torna-se mais presente, e são criadas novas relações de convívio”, analisa o arquiteto Fagner Medeiros, que vive na capital paulista e comemora a instalação das minipraças.

Como contam os responsáveis pelo projeto, é comum ver pessoas parando para descansar ou comer um lanche nos parklets. E, além de dar uma “cara” mais alegre à paisagem da região, a minipraça pode ajudar até na vitalidade econômica – uma pesquisa da ONG Mobilidade Verde calculou que há um aumento de vendas de 14% entre os comerciantes do entorno. Também vale lembrar que um espaço como esse incentiva o transporte não motorizado e beneficia mais gente do que vagas de estacionamento. De acordo com as estimativas do projeto, 300 pessoas por dia podem ser impactadas positivamente por um parklet.

Ficou interessado em visitar um dos parklets de São Paulo? No site do Instituto Mobilidade Verde você fica sabendo mais. Agora é cruzar os dedos para que eles comecem a se espalhar Brasil afora.



Fonte: Bayer Brasil



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