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“A imensidão dos mares é menos investigada do que superfície da Lua”, diz pesquisador

Compartilhe:     |  19 de setembro de 2014

A mostra científica Future Ocean chega a São Paulo, após grande sucesso em Fortaleza, Rio de Janeiro e Natal. Há módulos sobre o futuro dos mares abordados de forma que interessem tanto a cientistas quanto ao público em geral, inclusive crianças, e a entrada é gratuita.

A exposição exibe os resultados de pesquisas interdisciplinares realizadas pelos cientistas de Kiel, na Alemanha, sobre as mudanças pelas quais os ambientes marinhos vêm passando nos últimos anos. Eles estudam as alterações desses ecossistemas e suas consequências para humanidade em parceria com colegas de vários países, inclusive do Brasil.

Na exposição, um globo terrestre em alto relevo recepciona os visitantes. Em seguida, os módulos explicam a acidificação dos oceanos e seus impactos para os organismos marinhos, gestão sustentável da pesca, monitoramento dos oceanos e de suas correntes, elevação dos mares e gestão de zonas costeiras, exploração de recursos minerais e acúmulo de lixo nos mares, sobretudo plásticos.

O acervo reúne rochas raras retiradas de ambientes a mais de quatro mil metros de profundidade, como nódulos de manganês, hidratos de metano congelado – substâncias inflamáveis que poderão servir de fonte energética no futuro – e fumarolas negras, verdadeiras chaminés submarinas que ajudam a formar estruturas ricas em minérios.

A mostra conta com vídeos, miniatura de um submarino científico e módulos interativos, que permitem aos visitantes, por exemplo, avaliar as graves consequências da pesca predatória e do lixo nos mares, bem como QR Codes para baixar informações adicionais em telefones celulares.

Segundo os pesquisadores, os mares constituem o maior espaço vital do planeta Terra. “Sabemos que eles exercem uma função-chave para a nossa existência. Sua imensidão, porém, é menos investigada do que a superfície da Lua. Esse fato, portanto, revela a importância da pesquisa oceanográfica para nosso futuro”, diz Marcio Weichert, coordenador do Centro Alemão de Ciência e Inovação São Paulo (DWIH-SP).

Durante a mostra, haverá também sessões de palestras científicas e sobre programas de bolsas e fomento para estudos e pesquisas na Alemanha. Uma discussão entre cientistas e sociedade civil (Future Ocean Dialogue) também está sendo preparada. As datas e horários estão no site do DWIH-SP.

A mostra, que integra a agenda do jubileu de 80 anos da USP, poderá ser visitada no Museu Oceanográfico da Universidade de São Paulo de 25 de setembro a 18 de outubro.

Museu Oceanográfico IOUSP – Praça do Oceanográfico, 191 – Butantã, São Paulo

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 16h

Entrada franca

Informações e agendamento de grupos: (11) 3091-6587 / 3091-7149 ou museu.io@usp.br



Fonte: Redação CicloVivo



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