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A NASA fará voo experimental da Orion, espaçonave para levar o homem a Marte em 2030

Compartilhe:     |  9 de novembro de 2014

Os Estados Unidos estão realizando os últimos ajustes naquele que é o maior e mais ambicioso projeto de exploração espacial desde que a Apollo 11 pousou suavemente no Mar da Tranquilidade no dia 20 de julho de 1969. Mesmo com os dois acidentes com veículos espaciais ocorridos na última semana de outubro, a Nasa não alterou os planos de fazer o primeiro voo teste da Orion, sua nova espaçonave. Criada para substituir a Endeavour, aposentada em 2012, a Orion foi projetada para ser muito mais que um ônibus espacial destinado a levar astronautas para a Estação Espacial Internacional. Com ela, a Nasa quer levar o primeiro ser humano até Marte. E em poucos anos.

O primeiro voo da Orion, marcado para acontecer no dia 4 de dezembro, não será tripulado, mas seus números impressionam. Utilizando um foguete Delta IV Heavy, a Orion chegará a uma distância de 5,7 mil quilômetros da Terra, orbitando o planeta duas vezes antes de retornar à atmosfera a uma velocidade de 32 mil quilômetros por hora e a uma temperatura de 2.200oC. A nave não chegará nem perto da Lua, que fica a mais de 300 mil quilômetros, mas deixará para trás os limites do programa de ônibus espaciais, último projeto de veículos tripulados da Nasa, que alcançavam o máximo de 2 mil quilômetros de altitude.

Em 2017, o novo programa de exploração espacial unirá seus dois principais componentes em um voo sem tripulantes que irá além da Lua. A partir dessa missão, a Orion será impulsionada pelo Sistema de Lançamento Espacial (SLS, do nome em inglês), o mais poderoso foguete já construído pela agência. Quatro anos depois, ambos devem voltar a trabalhar juntos para transportar cerca de quatro astronautas a um asteroide colocado na órbita lunar. Lá, a ideia é desenvolver técnicas para a extração e a análise de amostras obtidas no espaço.

Se até hoje há muita gente que acredita na teoria da conspiração de que o homem nunca chegou à Lua, a Nasa tem o objetivo claro: fazer com que essas mesmas pessoas, em 2030, finalmente acabem com todas as dúvidas quando assistirem à gravação do primeiro astronauta em Marte.

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Fonte: Revista IstoÉ



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