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A ONU lança o desafio: 500 dias para um mundo sustentável

Compartilhe:     |  2 de setembro de 2014

Em Setembro de 2000, na ONU, 191 nações firmaram um compromisso para combater a extrema pobreza, melhorar a saúde universal e garantir a estabilidade ambiental, entre outros graves problemas da sociedade. Esta promessa acabou se concretizando nos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) que deveriam ser alcançados até 2015.

No mês de julho, quase coincidindo com o Dia da Sobrecarga da Terra, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon fez um balanço global sobre os esforços feitos para alcançar essas metas e, perante 500 jovens de todo o mundo, lançou o desafio dos “500 dias de ação” até 2015. Na ocasião, a brasileira Ana Cristina Oliveira, perguntou como um cidadão pode fazer a diferença. Ban respondeu que apenas economizar água ou apagar as luzes, beneficiará mais de 1 bilhão de pessoas. “As ações realizadas agora salvarão vidas, construirão uma base sólida para o desenvolvimento sustentável muito além de 2015 e ajudarão a estabelecer as bases para a paz e a dignidade humana duradouras”, disse.

Ao lembrar o 7º Objetivo – “Garantir a sustentabilidade ambiental”, Ban alertou que a má gestão ambiental obstaculiza o desenvolvimento econômico e social sustentável. “Em particular, devemos agir urgentemente para limitar o aumento da temperatura global e reforçar a resiliência aos impactos climáticos. Compartilhamos da responsabilidade de promover o desenvolvimento sustentável equitativo. Temos que agir em conjunto e intensificar os nossos esforços”.

Os indicadores para este Objetivo são justamente “indicativos” para a esfera pública. Sem a adoção de sérias políticas ambientais, nada se conservará adequadamente, assim como sem a posse da terra e da moradia, poucas pessoas terão condições sadias no seu entorno. Como os políticos no mundo atual não procuram a harmonia com a natureza, este será um Objetivo frustrado.

O lado positivo é que América Latina reduziu pela metade a pobreza extrema e registrou bons resultados na luta contra a malária, tuberculose e HIV. Entretanto, algumas metas relacionadas aos problemas evitáveis, como a redução da mortalidade infantil e materna e o acesso ao saneamento estão “retrocedendo”, disse Ban.
Em Setembro, o mundo deverá tratar da criação de uma agenda pós-2015 mais abrangente denominada Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), proposta na RIO+20. Ela terá obrigatoriamente o objetivo de livrar a humanidade da pobreza e da fome.

A “Minuta Zero” sobre os ODS, apresentada à ONU em Julho de 2014, prevê 17 Objetivos e 169 Metas, com 15 anos de prazo. O documento é resultado de um amplo processo denominado Pacto Global da ONU que já envolveu cerca de 2 milhões de pessoas em consultas como o “World We Want” e “MY World”. Diante dos graves problemas ambientais que estamos vivenciando: falta de água, saneamento básico, desmatamento, defaunação, desertificação, etc., a sustentabilidade é a única força para concretizar um futuro que respeite os limites dos recursos do Planeta.

Infelizmente, salvo raras exceções os políticos no Brasil não consideram nas suas campanhas que este seja o mais importante tema a ser levantado.



Fonte: Revista Eco21



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