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A tartaruga-gigante-de-galápagos não se extinguiu! Descobertas pelo menos 30 descendentes

Compartilhe:     |  11 de fevereiro de 2020

Em 2012, tínhamos nos despedido do Solitário George, uma tartaruga  gigante que morreu de forma repentina na ilha de Pinta, no arquipélago de Galápagos, e com isso os cientistas haviam anunciado que sua morte teria marcado o fim da espécie Chelonoidis nigra abingdoni.

Agora, no entanto, chegaram alentadoras notícias sobre a preservação dessa espécie, anunciando que uma nova expedição descobriu uma jovem fêmea de tartaruga com um genoma semelhante ao de George.

Por essa descoberta, essa expedição já valeu muito a pena, e graças à mesma,  os pesquisadores encontraram nas proximidades do vulcão Wolf,  30 tartarugas gigantes híbridas,  com linhagem parcial das espécies Chelonoidis nigra abingdoni e Chelonoidis nigra, ambas consideradas extintas em Galápagos.

Destas tartarugas encontradas, 11 são machos e 19 são fêmeas, e entre estas, está a jovem fêmea que é descendente do solitário George.

De acordo com a entidade Galapagos Conservancy, essa jovem tartaruga pertence à espécie tartaruga-das-galápagos-de-pinta (Chelonoidis nigra abingdoni), pois foi constatado que ela possui 16% dessa espécie considerada extinta, a qual pertenceu a tartaruga que foi símbolo de Galápagos, o solitário George que viveu na Ilha de Pinta.

Presume-se que ela descenda de um indivíduo puro, que possivelmente ainda habite em algum lugar do vulcão Wolf, ao norte da ilha Isabela.

Vinte das tartarugas encontradas foram identificadas e as outras dez tartarugas (sete fêmeas e três machos) ainda serão melhor identificadas, pois ainda não haviam sido genotipadas. Mas, porque possuíam conchas altamente seladas, característica típica das espécies das Ilhas Floreana e Pinta, é possível que sejam também descendentes das mesmas.

A expedição que faz parte da Iniciativa de Restauração de Tartarugas Gigantes, um programa da Conservação de Galápagos e da Diretoria do Parque Nacional de Galápagos, foi realizada justamente para fazer análises genéticas em tartarugas e estabelecer a determinação das espécies, inclusive as extintas. Para tanto a equipe coletou 50 amostras de sangue e colocou microchips nas tartarugas.

Em suma, essa expedição reacendeu a esperança de uma espécie que acreditava-se desaparecida, ainda existir, mantendo-se ainda como ícone de Galápagos, como foi um dia a tartaruga George.



Fonte: Greenme - Deise Aur



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