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A universidade cria uma técnica que identifica o uso de pesticidas em frutas

Compartilhe:     |  26 de maio de 2019

Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG) vai permitir, produtores e autoridades sanitárias, para identificar e medir o uso de agrotóxicos, especialmente pesticidas e fungicidas em frutas e hortaliças consumidas no país.

De acordo com os pesquisadores, a técnica pode também ser usado para verificar se os produtos enviados ao exterior estão em conformidade com a lei estrangeira, em relação aos pesticidas.

O orientador da tese, professor do Instituto de Química da UFG, Boniek Gontijo, explica que a técnica permite, também, para evitar discrepâncias entre a quantidade sugerida nos rótulos dos pesticidas e a quantidade suficiente para a química, para o exercício de sua função. Em geral, eles sugerem uma quantidade maior do que é necessário, com o objetivo de aumentar seus lucros”, explicou o professor.

Desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual da Louisiana (EUA), a técnica foi utilizada, inicialmente, para identificar o nível de penetração do fungicida sobre em maçãs.

“Descobrimos que a substância penetra além da casca do fruto, atingindo, em um curto espaço de tempo, as suas estruturas internas, o que pode prejudicar a saúde do consumidor, mesmo que o shell é lavada”, disse à Agência Brasil, o orientador do estudo.

A molécula não é degradado pela luz

“Ao contrário do que é dito nas especificações de fungicida, a molécula não é degradado pela luz e, com isso, acaba penetrando na fruta”, acrescentou, referindo-se especificamente sobre, utilizada para inibir o desenvolvimento de fungos, retardando a decomposição do produto.

Contactado pela Agência Brasil, a Associação Brasileira de Produtores de Maça (MAPA) informou que, este fungicida não é usado em produtos nacionais.

“O princípio ativo Sobre, apesar de estar registrado para uso em pós-colheita, não é utilizado na cultura da maçã no Brasil. Além disso, de acordo com o relatório da Anvisa, publicada em 2016, a 764 amostras enviadas para análise de resíduos, apenas 0,65% ou 5 amostras têm detectado a presença de resíduos de Imazali”, explica o diretor-executivo do MAPA, Moisés Lopes de Albuquerque.

Ele acrescenta que, para fazer o levantamento, o Fda coleta de amostras nas prateleiras de supermercados, que inclui maçãs, nacionais e importados. “Portanto, relacionam-se com a detecção da substância em 5 amostras de frutas importadas”, disse ele. De acordo com Moisés, Albuquerque, para cada 10 maçãs consumida no Brasil, 9 foram produzidos em solo brasileiro.

A Agência Brasil, confirmou que as maçãs utilizados no estudo da UFG não eram produzidos no Brasil. “Nós usamos o estudo em parceria com a universidade norte-americana, maçãs comercializados no país para avaliar a penetração de pesticidas em frutas. Este é um estudo piloto, no sentido de identificar as maneiras mais fáceis de avaliar a penetração dos fungicidas em frutas e vegetais”, disse Boniek Gontijo.

“Embora o Brasil não faça uso deste fungicida, a técnica desenvolvida permite o desenvolvimento de métodos para a aplicação de outros pesticidas, fungicidas ou pesticidas em outras frutas e legumes. Inclusive, já estamos trabalhando com tomate em uma abordagem semelhante”, acrescentou.



Fonte: Exame - Agência Brasil



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