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Abelha de uma asa só cria vínculo improvável com mulher que a resgatou

Compartilhe:     |  25 de outubro de 2018

Ashlie Lennox, de 22 anos, resgatou uma abelha que havia acabado de perder uma asa em seu quintal no Canadá

Uma mulher de 22 anos estava em seu quintal, em Kelowna, Colúmbia Britânica, no Canadá, quando viu uma pequena criatura deitada imóvel no deck de concreto de sua piscina. Ao se ajoelhar para ver mais de perto, Ashlie Lennox percebeu que tratava-se de uma abelha negra e amarela que estava perdendo uma asa.

” No começo, como ela não estava se movendo, eu achei que ela estava morta”, disse Lennox.

Apesar da abelha parecer incapaz de voar, Lennox agiu cautelosamente. “Eu estava com muito medo e intimidada por ela neste momento”, observou ela. Mas, a fim de levar o pequeno inseto em segurança, Lennox enfrentou seu medo, usando uma colher para colocar a abelha em um vaso de flores.

Uma abelha negra e amarela ao lado de uma colher branca.

Foto: Ashlie Lennox

No dia seguinte, ela foi verificar como estava a abelha e encontrou o vaso de plantas vazio. Mas a abelha negra e amarela não foi muito longe sozinha, ela só conseguiu rastejar de volta para o deck da piscina.

Desta vez, Lennox pegou o pequeno inseto e o colocou em uma grande vasilha cheia de terra, folhas, grama e algumas pequenas flores. Com o tempo, ela e a abelha, a quem deu o nome de Beetrice, começaram a formar um vínculo improvável.

Uma vasilha grande e transparente cheia de terra, folhas, flores para a abelha.

Foto: Ashlie Lennox

“Levei alguns dias para me acostumar e me sentir confiante para segura-la”, disse Lennox. “Acho que só fui capaz de tocá-la depois de dois dias, no terceiro dia ela rastejou em mim, o que derreteu o meu coração”

Abelha em cima dos dedos da mulher que a resgatou.

Foto: Ashlie Lennox

Tudo o que elas precisavam fazer, aparentemente, era superar o medo mútuo de uma pela outra para que a amizade florescesse. “Eu sinceramente acredito que eles conseguem sentir como estamos nos sentindo”, explicou Lennox. “Ela sabia que eu estava com medo, então ela também sentiu medo. E quando finalmente me senti confiante, ela também se sentiu.

Para que Beetrice ficasse mais confortável, Lennox fez melhorias no espaço da pequena abelha, começando por coloca-la em um terrário feito para répteis e, depois em uma grande banheira cheia de todas as coisas favoritas de Beetrice.

Terrário feito para répteis adaptado para a abelha morar.

Foto: Ashlie Lennox

Quando a abelha precisava ficar sozinha, ela deixava Lennox saber com um zumbido suave. Lennox até deu a Beetrice um esconderijo, uma pequena caverna feita de barro e meias cortadas.

Abelha em seu esconderijo feito de barro e meias cortadas.

Foto: Ashlie Lennox

Por mais de um mês, as duas construíram uma amizade amorosa, mas no início de outubro Lennox começou a notar uma mudança em sua amiga.

Ela sabia que Beetrice já havia vivido mais do que o esperado devido as suas condições e que ela havia feito o possível para lhe dar uma “boa vida de abelha”, mas isso não tornou a despedida mais fácil.

“Ela não me parece mais agitada quando eu a toco”, observou Lennox na segunda-feira, enquanto ela segurava Beetrice e acariciava sua cabeça.

Na segunda-feira à noite, Beetrice faleceu. Mas Lennox tinha um plano para manter sua memória viva, uma maneira de relembrar todos os dias passados com a pequena abelha rastejando em seu braço, gentilmente fazendo cócegas em sua pele com suas pernas felpudas.

Tatuagem de uma abelha negra e amarela desenhada no braço de uma mulher.

Foto: Ashlie Lennox

Enquanto Lennox tinha dado a sua amiga o presente da vida, Beetrice lhe ensinou a olhar para o mundo e para todas as criaturas que o habitam, de uma maneira mais gentil.

Abelha negra e amarela em cima de uma flor roxa.

Foto: Ashlie Lennox

“Ela me ensinou a ter amor e respeito pelos insetos, além de ter me ajudado a superar o meu medo por esses pequenos animais” disse Lennox. “Estou sempre com medo de ser mordida ou picada por eles, mas devemos trata-los com cuidado e sem assusta-los e, então, eles serão inofensivos”.



Fonte: Anda - Vitoria Pinheiro



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