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Açúcar em excesso é um doce que pode matar, alerta especialista

Compartilhe:     |  23 de junho de 2014

Substância pode causar cáries, infecções, osteoporose, endurecimento das artérias e até câncer

Quando ingerimos açúcar em excesso – seja através dos cereais ou frutas, ou diretamente através do açúcar refi nado, balas e doces – o pâncreas, glândula responsável pela produção da insulina, fica sobrecarregado, já que a insulina é um hormônio que transforma o açúcar (sacarose) em glicose.

A glicose em excesso, essa energia não consumida, vira gordura e se acumula no organismo, causando doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão arterial, dentre outras. A informação é do médico Fábio Cardoso, especialista em especialista em medicina preventiva, longevidade e emagrecimento.

Por isso mesmo gera acúmulo excessivo dessa energia não consumida em forma de gordura ou da própria glicose na corrente sangüínea. Daí para as doenças cardio-vasculares e diabetes é um pulo. O açúcar refinado é considerado um antinutriente porque, além de não dar nutrientes nem energia vital para o organismo ainda rouba e/ou destrói vitaminas e minerais importantes, como o cálcio e o magnésio e as vitaminas do complexo B.

“A dependência química do açúcar é muito forte porque está ligada aos neurotransmissores cerebrais conhecidos como serotonina, que são responsáveis pelo estado de felicidade”, explica. Para o médico Fábio Cardoso essa explicação é uma das bases para se entender o porquê do uso de qualquer coisa que nos leva ao vício: o prazer alcançado, ainda que por pouco tempo.

Como a sensação é boa, queremos repetir, e aí não paramos mais. A sensação de saciedade, segundo o especialista é porque o açúcar se transforma em energia muito rápida e o corpo “pensa” que já está alimentado, não sentindo necessidade de ingerir alimentos realmente nutritivos. Como o açúcar se transforma rapidamente em energia em nosso corpo, o que não aproveitamos também rapidamente vira gordura e fi ca depositado em diversas partes do corpo.

O açucar causa a perda lenta e constante de cálcio e magnésio, abrindo as portas para cáries, infecções e doenças como osteoporose e câncer, retenção de sais de cálcio, causando endurecimento das artérias (arteriosclerose).O organismo rouba cálcio dos ossos para neutralizar a acidifi cação do sangue provocada pela ingestão abusiva de açúcar, causando desequilíbrio imunológico, perturbações no metabolismo, causando obesidade, depressão, hipoglicemia e diabetes; tendência à preguiça e cálculos biliares.

As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. Segundo Fábio a regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca signifi ca que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto.

Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles “roubam” a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refi nado, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.

Hoje sabemos que nem todas as calorias são iguais, tanto nos números efetivamente quanto na sua metabolização no corpo humano. Proteínas e carboidratos, embora forneçam quase a mesma quantidade de calorias ( 1g = 5 e 4 calorias respectivamente), atuam de forma completamente diferente no corpo.

Carboidratos simples ou refinados (como o açúcar) não necessitam de muita energia corporal para que sejam quebrados e metabolizados. Desta forma, a dieta com alto índice desta substância não aumenta o gasto energético de repouso – afinal, por que o corpo trabalharia mais na digestão destes nutrientes se estes são fáceis de serem metabolizados e logo se transformam em glucose e são absorvidos pelo corpo.

Como o médico explica, no processo metabólico do corpo humano, estes tipos de alimentos, que contêm açúcar em maior ou menor quantidade, após a digestão, se transformam em glicose, que é a principal fonte de energia necessária ao perfeito funcionamento do corpo humano. Podemos chamá-la de “açúcar estrutural”, pois essa energia gerada pela glicose é utilizada para o crescimento, a regeneração celular, a atividade física, o pensamento e a manutenção do corpo em geral.



Fonte: Jornal Correio da Paraíba



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