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Agências da ONU e parceiros lançam medidas para diminuir mortes causadas por poluição do ar

Compartilhe:     |  13 de abril de 2019

A poluição do ar não é um problema novo. Estamos preocupados com nevoeiros contaminados com fumaças há séculos, das conhecidas “smogs” de Londres no século 19 aos nevoeiros que frequentemente encobrem cidades como Pequim e Délhi nos dias atuais. A novidade, no entanto, é a noção do quão exatamente isso é ruim para nossa saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas à poluição do ar matam 7 milhões de pessoas por ano. Mas o ar ruim não só mata. Em 2018, estudos ligaram a poluição do ar a diversos problemas, de milhões de casos de diabetes a níveis mais baixos de inteligência. Não é de se admirar que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, definiu a poluição do ar como “o novo tabaco”.

Mas junto às notícias ruins existe a decisão de agir. Em 2018 foi realizada a primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde, organizada pela OMS junto à ONU Meio Ambiente e outros parceiros. Na conferência, participantes se comprometeram a reduzir mortes ligadas à poluição do ar em dois terços até 2030.

Vista de São Paulo, encoberta por nuvem de poluição. Foto: Wikimedia (CC)/Alexandre Giesbrecht
Vista de São Paulo, encoberta por nuvem de poluição. Foto: Wikimedia (CC)/Alexandre Giesbrecht

A poluição do ar não é um problema novo. Estamos preocupados com nevoeiros contaminados com fumaças há séculos, das conhecidas “smogs” de Londres no século 19 aos nevoeiros que frequentemente encobrem cidades como Pequim e Délhi nos dias atuais. A novidade, no entanto, é a noção do quão exatamente isso é ruim para nossa saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças relacionadas à poluição do ar matam 7 milhões de pessoas por ano. Mas o ar ruim não só mata. Em 2018, estudos ligaram a poluição do ar a diversos problemas, de milhões de casos de diabetes a níveis mais baixos de inteligência. Não é de se admirar que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, definiu a poluição do ar como “o novo tabaco”.

Mas junto às notícias ruins existe a decisão de agir. Em 2018 foi realizada a primeira Conferência Global sobre Poluição do Ar e Saúde, organizada pela OMS junto à ONU Meio Ambiente e outros parceiros. Na conferência, participantes se comprometeram a reduzir mortes ligadas à poluição do ar em dois terços até 2030.

No evento, a ONU Meio Ambiente, a Parceria Ásia-Pacífico para Ar Limpo (APCAP) e a Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) lançaram 25 soluções para a Ásia-Pacífico transformar este objetivo em realidade.

O relatório “Poluição do Ar na Ásia e no Pacífico: Soluções Baseadas em Ciência” estabelece 25 medidas políticas e tecnológicas, indo da indústria à energia e À agricultura. Juntas, estas medidas podem salvar milhões de vidas e fazer com que mais de 1 bilhão de pessoas respire ar limpo até 2030. Ações já estão sendo implementadas na região, onde 4 bilhões de pessoas – 92% da população – estão expostas a níveis perigosos de poluição do ar.

Uma das 25 medidas é a mobilidade elétrica. As Filipinas e o Sri Lanka, apoiados pela ONU Meio Ambiente, por exemplo, começaram a impor taxas menores sobre veículos elétricos e híbridos, em relação aos veículos convencionais.

O impacto tem sido claro. O número de carros elétricos e híbridos na frota ativa do Sri Lanka aumentou 10 vezes entre 2013 e meados de 2018, com 150 mil veículos deste tipo agora nas ruas. Este crescimento refletiu no aumento de 4%, em 2013, para 23%, em meados de 2018, na porcentagem de veículos mais limpos na frota ativa. Na capital, Colombo, onde estudos passados mostraram que tráfego intenso representa mais de 50% da poluição do ar, isto faz uma diferença real na saúde humana.

“Reconhecemos a importância de promover veículos e combustíveis mais limpos e eficazes, e elogiamos o apoio da ONU Meio Ambiente”, disse Sugath Yalegama, diretor-geral do Conselho de Desenvolvimento Sustentável do governo do Sri Lanka. “Por conta do imposto mais abrangente sobre veículos, agora temos mais veículos híbridos e elétricos nas ruas”.

Este é apenas um exemplo. Implementar todas as 25 medidas completamente irá levar uma exposição 56% menor a partículas finas na região da Ásia e Pacífico em 2030, comparado com 2015.

Mas a poluição do ar é um problema global, não só regional. Substituir a frota atual de ônibus e táxis em 22 cidades da América Latina, por exemplo, pode salvar 36.500 vidas até 2030. Por isso, a ONU Meio Ambiente, através da sua plataforma MOVE e com apoio da Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com estratégias nacionais de mobilidade elétrica. Além disso, a agência da ONU também está auxiliando Chile e Costa Rica a expandir o uso de ônibus elétricos.

“A América Latina tem a matriz elétrica mais verde do mundo, as emissões de crescimento mais rápido do setor de transportes e o uso mais alto de transporte público per capita”, disse Gustavo Mañez, coordenador da ONU Meio Ambiente para mudança climática na América Latina e no Caribe. “A região está unicamente posicionada para tirar vantagem da mobilidade elétrica”.

Outras coisas nesse sentido estão ocorrendo no mundo. A campanha Breathe Life (Respire a Vida, em tradução livre), da CCAC, OMS e ONU Meio Ambiente, está comandando iniciativas que abrangem 52 cidades, regiões e países, e alcançam mais de 153 milhões de cidadãos. Parceiros da campanha energizaram o público através de um desafio esportivo, por exemplo, que fez com que 55 mil pessoas se comprometessem a ir para seus trabalhos de bicicleta ou caminhando.

Todas estas ações estão gerando impactos. A OMS concluiu em 2018 que mais de 57% das cidades das Américas e mais de 61% das cidades da Europa tiveram uma queda em poluição de partículas finas entre 2010 e 2016. Ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas com todas as novas soluções mostradas pela ciência, a ONU Meio ambiente e parceiros estão com mais força do que nunca para acabar com a ameaça deste mal silencioso.



Fonte: ONUBr



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