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Agricultor recupera vegetação em margem de riacho e diversifica atividades

Compartilhe:     |  28 de junho de 2019

O agricultor familiar Francisco Alves, do Sítio Pocinhos, com sete hectares, localizado no município de São Francisco, no Sertão, diversifica as atividades rurais para aumentar a renda familiar com a ajuda da irrigação econômica. Ele cultiva feijão, batata-doce, macaxeira, milho, mamão, cana de açúcar, banana, gergelim, produtos que comercializa nas feiras livres. Também implantou projeto de recuperação da vegetação às margens de um riacho que corta a propriedade para reter água no subsolo, que usará no tempo oportuno.

Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), ele implanta ações que melhoram a qualidade de vida da família. “Cultivando a lavoura e seguindo as orientações dos extensionistas, estamos obtendo bons resultados”, constatou o agricultor.

Em anos anteriores, ele havia trabalhado com o cultivo de hortaliças em terreno arrendado em forma de partilha, até que juntou dinheiro e, quando há um ano apareceram as terras do Sítio Pocinhos que ficam próximas à cidade, iniciou outras atividades agrícolas. Concretizou assim, o sonho de ter sua propriedade e melhorar a renda da família. Começou plantando hortaliças e seguindo as recomendações técnicas, não usa agrotóxico. Ele disse que pretende se afastar dos atravessadores que sempre levam boa parte do lucro, passando a comercializar sua própria produção. “Cada vez mais, as pessoas querem consumir alimentos saudáveis”, comentou.

Algodão – Neste ano, também com a recomendação da Empaer, ele passou a integrar o Projeto Algodão Paraíba, tendo plantado uma área de aproximadamente um hectare com algodão que, em face das chuvas ocorridas no momento certo apresenta-se com perspectiva de boa colheita. A nova sistemática de plantio e de comercialização adotada pelo Governo do Estado para o projeto de algodão deixou Francisco Alves satisfeito com os resultados. “Antigamente, cultivar algodão deixava as pessoas endividadas, porque elas tomavam dinheiro emprestado para se fazer o plantio, colhendo e vendendo, dando apenas para pagar o dinheiro recebido antecipadamente”, explicou.

O plantio de algodão, feito com o acompanhamento dos técnicos da Empaer em São Francisco, surpreende pela perspectiva de plumas a serem colhidas, existindo uma média 40 maçãs por pé que se apresentam como uma boa produção. “Agora, com o Projeto Algodão Paraíba que tem a compra da produção garantida e a assistência técnica que recebemos, podemos trabalhar com maior tranquilidade”, comentou.



Fonte: Secom-PB



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