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Agricultores do agreste aprendem a purificar água com método simples

Compartilhe:     |  21 de dezembro de 2014

A convivência difícil com a escassez de água no agreste de pernambucano é a prova concreta de que a necessidade é a mãe de todas as invenções. Os agricultores aprenderam a transformar água imprópria para o consumo em água limpa.

A natureza é a sala de aula. No local, aprender a preservar a água é lição de sobrevivência.
Agricultores de todas as idades descobrem na árvore conhecida por moringa ou lírio branco uma aliada importante para tratar a água barrenta.

“Toda família deveria ter uma moringa em casa, principalmente no semiárido, onde as águas utilizadas geralmente são águas não bem tratadas, de barreiros e açudes. Você poderia usar a semente dela para fazer o tratamento da água”, diz o professor Leandro Pacheco.

Luiza colhe as vagens da árvore, retira as sementes, descasca e amassa no pilão. Três sementes purificam um litro de água. É só misturar bem que as partículas mais pesadas começam a afundar. É o processo de decantação.

Depois de uma hora, muita diferença. Todo o barro fica na parte de baixo do pote, e a água fica limpa e clara. Nem parece a mesma água do barreiro. Depois, a água é coada com um pano.

Para complementar o tratamento da água feito com a moringa, as famílias aprenderam a usar outra tecnologia simples, barata e que dá resultado. O processo acontece bem em cima do telhado. Basta contar com o calor do sol, que na região tem de sobra, e algumas garrafas pet.

Metade da garrafa é pintada de preto, para aumentar a absorção dos raios de sol. E a outra metade continua transparente, para facilitar a ação dos raios ultravioleta. A água chega a 50ºC em seis horas de exposição ao sol.

“Quando a radiação bate na metade escura, a tendência da água é aquecer mais ainda, porque ela acumula calor. Só que, na parte transparente, os raios ultravioleta conseguem entrar e agir, matando os micro-organismos que podem causar problemas de saúde”, explica professor de agroecologia Roberto Mendes.

O sistema de desinfecção solar da água – conhecido como sodis – é usado em países com escassez de água e pouco tratamento sanitário. A água fica boa para a família beber.

“É barato, porque você vai utilizando materiais reciclados para fazer o processo, e garante mais saúde com água de qualidade”, ressalta a agricultora Luiza Cavalcante Santos.



Fonte: Jornal Nacional



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