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Água-viva bizarra, extremamente venenosa, é descoberta na Austrália e intriga cientistas

Compartilhe:     |  8 de janeiro de 2015

A bióloga marinha, Lisa-Ann Gershwin, descobriu, na Austrália, uma nova espécie de água-viva venenosa, do tipo Irukandji.

Ela é uma Keesingia gigas, que, diferente das outras de seu tipo, é uma medusa consideravelmente maior.

Acredita-se que ela seja extremamente venenosa, podendo levar à morte rapidamente, causando dores, náusea, vômitos e até mesmo acidentes cardio-vasculares.

Em entrevista ao The Guardian, a bióloga disse que uma água-viva dessa espécie foi fotografada na década de 80 pela primeira vez, mas apenas em 2013 conseguiram capturá-la para estudos, pelo cientista marinho John Kessing. Outras medusas Irukandjis já foram encontradas em regiões como Melbourne (Austrália), ao norte do País de Gales e também na Cidade do Cabo.

Segundo Gershwin, o que intrigou os especialistas foi o fato de, nas fotos tiradas no ano passado, elas não apresentarem tentáculos. “Medusas sempre têm tentáculos, pois é assim que pegam a sua comida. Além disso, são neles que se concentram as suas células urticantes”, explicou a bióloga.

Ela chegou a cogitar que essa espécie de água-viva usasse seus tentáculos como proteção, arremessando-os. Seria algo parecido como a técnica das águas-vivas bioluminescentes, que para distrair seus predadores, perdem partes dos tentáculos para deixar falsas pistas. Mas não houve prova o suficiente para saber se esse exemplar tinha essa capacidade.

“Eu acho que, mais provavelmente, elas têm tentáculos. Mas, por alguma razão, os exemplares fotografados e capturados não tinham mais”, disse Lisa.



Fonte: Jornal Ciência - Bruno Rizzato



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