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Águas-vivas conseguem nadar contra a correnteza e formar grandes colônias

Compartilhe:     |  24 de janeiro de 2015

Uma pesquisa publicada na revista Current Biology mostrou que as águas-vivas conseguem sentir e até nadar contra correntezas no oceano. A autonomia do deslocamento desses animais pode levar os cientistas a compreender como eles formam o grande aglomerado conhecido com “bloom”, em inglês.

Esses grupos concentram centenas e milhares de águas-vivas e podem permanecer em uma determinada área durante meses. O que ainda não estava claro, no entanto, seria como o agrupamento determinava sua trajetória no mar.

Cientistas da Universidade de Swansea e da Universidade de Deakin, em Warnambool, na Austrália, anexaram etiquetas em 18 grandes barris de água-viva (Rhizostoma polvo) na Baía de Biscaia. O equipamento, colocado ao redor do corpo de cada medusa, mediu a aceleração e a orientação corporal dos animais. Ao mesmo tempo, os pesquisadores usaram sensores flutuante para monitorar e medir as correntes.

O resultado mostrou que as águas-vivas foram capazes ativamente de nadar contra a corrente, aparentemente em resposta à percepção de sentir-se à deriva. Em uma segunda parte do estudo, os pesquisadores usaram os dados para criar uma simulação realista do movimento de um aglomerado de animais no oceano.

Isso mostrou que o “comportamento de nado ativo” ajudou os animais a formar grupos e manterem-se em áreas específicas, em vez de permitir que as correntes dispersem ou arrastem a colônia.

Os cientistas descobriram ainda que os animais podem sentir a corrente em toda a superfície de seus corpos. Eles também especulam se a água-viva pode usar o campo magnético da Terra para navegar – uma habilidade vista em algumas espécies marinhas migratórias, incluindo as tartarugas.

O objetivo final do estudo era o acompanhamento da água-viva é para melhorar a previsão de agrupamentos de águas-vivas, que prejudicam a pesca e causam danos a banhistas.



Fonte: O Globo



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