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Aleitamento materno combate a obesidade infantil, aponta estudo da OMS

Compartilhe:     |  28 de maio de 2019
O aleitamento materno é fundamental para o combate à obesidade infantil. É o que aponta estudo recente feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgado no Congresso Europeu de Obesidade, na Escócia. Apresentado no início deste mês, o levantamento revela que os bebês alimentados exclusivamente com o leite da mãe até os seis meses de vida têm muito menos chances de se tornarem crianças obesas.
O estudo da OMS, que foi publicado no jornal especializado Obesity Facts, levantou dados de mais de mil meninos e meninas de 22 países europeus. O resultado mostrou que, comparadas às crianças alimentadas exclusivamente com leite materno por seis meses, a probabilidade de ter obesidade foi maior entre aquelas não amamentadas ou que receberam o alimento por períodos mais curtos.
“Quanto mais uma criança é amamentada, maior a proteção contra a obesidade. Esse conhecimento pode fortalecer nossos esforços na prevenção da doença entre as crianças”, afirmou Bente Mikkelsen, diretora da Divisão de Doenças Crônicas e de Promoção da Saúde a longo prazo da OMS-Europa.
No Brasil, conforme a própria OMS, a obesidade infantil atinge 33% das crianças entre 5 e 9 anos. De acordo com a pediatra e nutróloga Aline Magnino, atualmente o maior inimigo da prática da amamentação materna é a ignorância. “Tenho visto mais preocupação, instrução e orientação entre as mães, mas ainda assim testemunho casos em que há relutância à amamentação”, relata Magnino.
Segundo ela, na maioria das vezes, os pais creem em mitos que os convencem de que a amamentação não é a melhor opção. Como consequência, a adoção de fórmulas industrializadas de leite na alimentação do bebê, muito aquém dos nutrientes presentes no leite materno. “A quantidade de proteína nas fórmulas industrializadas, por exemplo, é quatro vezes maior em relação ao leite materno. Tal número implica em um crescimento desordenado da criança e em uma demanda alimentar desregulada para a faixa etária”, afirma a Magnino.
De acordo com neurologista infantil Clay Brites, a amamentação é fundamental para o desenvolvimento da criança. “A amamentação funciona sob demanda livre e é o bebê que dita os horários. Isso é um processo natural e necessário, pois, ao mamar e deglutir, a criança se exercita e aprende a controlar a entrada de comida no organismo”, explica.
O especialista, contudo, critica uma alegada falta de tempo das mães para amamentar. “Infelizmente, as mães do século 21 não têm o tempo ideal para ficar à disposição dos bebês, mas a legislação serve para isso, pelo menos nos primeiros seis meses é importante haver dedicação total à criança”. Além disso, o Clay Brites aponta para a composição do leite materno. “A quantidade de gordura e proteína é ideal para formar uma memória metabólica saudável”, conclui.


Fonte: O Dia



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