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Alerta! Conheça melhor a doença que pode matar em 96% dos casos

Compartilhe:     |  23 de setembro de 2019
As infecções fúngicas podem ser menos comuns que as infecções bacterianas ou virais, mas nem por isso devem ser consideradas inofensivas. Pelo contrário, enfermidades do tipo, como a “doença do pombo” podem ser fatais em até 96% dos casos.

Segundo Arnaldo Lopes Colombo, médico infectologista e professor titular da Universidade Federal de São Paulo, o problema é mais sério em pacientes com algum comprometimento do sistema imunológico.

Diversas doenças, procedimentos e tratamentos podem gerar um quadro que favoreça o desenvolvimento de infecções fúngicas sérias. Alguns exemplos de grupos que se encaixam nesse quadro são:

– Indivíduos com HIV

– Pacientes que passaram por um transplante de órgão ou de medula óssea

– Pessoas que fizeram uma cirurgia abdominal complexa

– Pacientes submetidos a quimioterapia

– Indivíduos em tratamento com corticoides e/ou antibióticos de amplo espectro

E, embora esses grupos exijam cuidado redobrado contra doenças causadas por fungos , Arnaldo lembra que “a alta mortalidade quando o tratamento não é adequado e o potencial de trazer danos irreparáveis aos pacientes tornam o alerta para a existência dessas infecções necessário”. Como exemplos especialmente perigosos de doenças fúngicas , o infectologista cita a aspergilose, uma das doenças do tipo mais comuns em ambiente hospitalar, e a mucormicose, patologia que figura em 0,6 casos a cada 100 mil pacientes.

“Ambas as doenças são consideradas condições debilitantes. O protocolo de tratamento existente hoje compreende medicamentos fúngicos e até mesmo a remoção cirúrgica dos tecidos comprometidos”, observa Arnaldo.

O que fazer contra as infecções fúngicas

O diagnóstico precoce e preciso é essencial para combater as infecções fúngicas e evitar sequelas graves. Dito isso, a melhor forma de evitar as sequelas das doenças causadas por fungos é um diagnóstico rápido e um tratamento eficaz. “O quanto antes os médicos cogitarem a possibilidade de uma infecção fúngica, melhor”, afirma o infectologista.

No caso das doenças fúngicas citadas por ele, por exemplo, o diagnóstico e tratamento precoces podem evitar que o fungo alcance, por meio da corrente sanguínea, órgãos como o cérebro, o coração, o fígado ou os rins.

Portanto, se um tratamento com antibióticos ou outros medicamentos não funcionar contra seu problema, procure o médico novamente para tentar obter um diagnóstico definitivo e evitar os problemas trazidos pelas infecções fúngicas.



Fonte: O Dia - IG



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