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Algas desenvolvidas em laboratório podem proteger recifes de coral ameaçados pelo aquecimento global

Compartilhe:     |  4 de junho de 2020

Experimento realizado em laboratório mostrou-se eficiente para proteger os recifes de coral dos oceanos em aquecimento. Mesmo assim, ainda são necessários mais estudos

Os recifes de coral em todo o planeta estão sofrendo mortalidades em massa devido à elevação da temperatura dos oceanos. A Austrália é um dos países mais prejudicados, uma vez que lá se encontra o maior conjunto de corais do mundo.

Quando os mares se aquecem, os corais perdem as coloridas microalgas Symbiodiniaceae que vivem em seus tecidos e fornecem alimentos para eles. Com isso, os corais ficam sem cor, com uma aparência branqueada, e gradualmente morrem de fome.

Para evitar esse desastre ambiental, os pesquisadores resolveram cultivar algas em um laboratório. Os resultados são um avanço notável no campo da “evolução assistida”, quando os cientistas estão trabalhando para alterar a genética dos corais e ajudá-los a suportar águas mais quentes.

O estudo foi publicado na Science Advances e mostrou que é possível elevar a resistência das Symbiodiniaceae ao calor. Sendo assim, a equipe de pesquisadores submeteu as microalgas a uma temperatura de 31°C durante quatro anos, em laboratório, com o objetivo de “ensiná-las” a tolerar um ambiente mais quente do que o seu natural.

O experimento

Os pesquisadores selecionaram algumas amostras de larvas coral da Grande Barreira de Corais, ao largo da costa de Queensland, no nordeste da Austrália, e misturaram algumas algas comuns com as criadas em laboratório para resistir ao calor e depois elevaram a temperatura ambiente a 31°C por uma semana. Os corais com as algas comuns rapidamente branquearam, mas os corais com as algas resistentes ao calor permaneceram saudáveis.

Mesmo com os resultados promissores, a equipe diz que ainda são necessárias mais pesquisas para verificar se as algas resistentes ao calor também poderiam ser usadas para evitar o branqueamento de corais adultos, não apenas larvas, além de também averiguar se a técnica funciona para diferentes espécies de corais.



Fonte: Pensamento Verde



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