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Alteração em proteína do leite melhora digestão em idosos, mostra estudo

Compartilhe:     |  21 de agosto de 2019

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) modificaram a estrutura da betalactoglobulina — uma das principais proteínas do leite — para torná-la mais fácil de ser digerida por idosos. Os cientistas usaram luz ultravioleta (que tem ação bactericida e esterilizante) para modificar a proteína.

— A digestão nos idosos era de cerca de 40% da proteína ingerida e com a alteração com a luz ultravioleta ela passou para 94%. Ou seja, com esta técnica é possível mais que dobrar a digestão — afirma Daniel Rodrigues Cardoso, professor do Instituto de Química de São Carlos, que coordenou o estudo.

A betalactoglobulina é a proteína mais abundante no soro do leite. Os pesquisadores descobriram que a proteína irradiada com ultravioleta apresentou propriedades com ação antioxidante, anti-hipertensiva e ansiolítica.

— Além de melhorar a digestão da proteína, os peptídeos (partes menores nas quais as proteínas são quebras na digestão) liberados podem ser benéficos para as pessoas que os consome — explica Cardoso.

De acordo com o especialista, o uso de luz ultravioleta para esterilizar o leite e aumentar seu tempo para consumo é cerca de 250 mais barato que o método atual utilizado na pasteurização do líquido pela indústria alimentícia.

Sistema digestivo de idosos é mais lento

A estrutura original da proteína faz com que ela seja de difícil digestão não apenas pelos idosos, mas por pessoas de todas as idades. O envelhecimento, no entanto, influencia muito na absorção de nutrientes em geral.

— Isso se dá desde a dificuldade de mastigação que o idoso enfrenta, por causa da falta de dente ou dentadura, e vai até ao processo de renovação celular do sistema digestivo que neles é mais lento — explica Carlos Eduardo Brandão Mello, coordenador do setor de Gastroenterologia do Hospital São Vicente de Paulo. — A mucosa que reveste o estômago e o intestino do idoso fica um pouco atrofiada, o que dificulta a produção de enzimas (responsáveis por quebrar proteínas e gorduras, por exemplo) e o processo de digestão.



Fonte: Extra - Evelin Azevedo



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