Notícias

Altos níveis de emissão de CO2 já causam aquecimento nos trópicos, diz pesquisa

Compartilhe:     |  30 de junho de 2014

Pescador em meio a corais próximo às Ilhas Paracel, no Sul da China: paraíso ameaçado – Latinstock

Registros e estudos climáticos mostram que a emissão de CO2, gás causador do efeito estufa, geram impactos significativos na temperatura da Terra nos últimos cem anos. Agora, pesquisas mais recentes apontam que o aquecimento do clima, até então restrito às zonas de média e alta latitudes, especialmente nos pólos, também vem sendo registrado nas zonas próximas aos trópicos, consideradas, até então, mais estáveis.

Os novos resultados, publicados neste domingo na revista “Nature Geoscience”, contradizem estudos anteriores que indicam que a superficie dos mares tropicais eram mais quentes em meados do Plioceno, era geológica entre 3 e 5 milhões de anos atrás.

O Plioceno é de especial interesse, pois estima-se que as concentrações de CO2 alcançaram o nível mais elevado dos últimos cinco milhões ano nessa época. Mas marcas semelhantes foram alcançadas no último verão. Os níveis de CO2 mais elevados do Plioceno há muito têm sido associados com um mundo mais quente, mas a evidência de regiões tropicais sugerem que as temperaturas eram relativamente mais estáveis no período.

O líder do projeto e diretor do Instituto de Cabot, Professor Richard Pancost disse: “Esses resultados confirmam o que os modelos climáticos previram há muito tempo, que embora gases de efeito estufa causam o aquecimento maior nos pólos, também causam o aquecimento nos trópicos. Tais resultados mostram que a Terra tem poucos lugares imunes ao aquecimento global e o que vem acontecendo nas zonas tropicais, como o aumento de grandes tempestades, está associado a este fenômeno climático.”

Para realizar a pesquisa, os cientistas concentraram seus esforços sobre o mar Sul da China, que está em uma vasta área de água quente, que corresponderia à temperatura máxima a ser encontrada. Ao concentrar-se no Mar do Sul da China, os pesquisadores foram capazes de usar uma combinação de registros geoquímicos para reconstruir a temperatura da superfície do mar no passado.

Nem todos os registros, porém, apontaram que os pesquisadores obtiveram êxito ao reconstituir as temperaturas do oceano no passado. Um dos pesquisadores envolvidos, Charlotte O’Brien afirmou: “É um desafio reconstruir as temperaturas do oceano de muitos milhões de anos atrás, e cada uma das ferramentas que usamos tem seu próprio conjunto de limitações. Há suposições como de que os teores de magnésio e cálcio na água do mar mudaram ao longo dos últimos cinco milhões de anos. Esta é uma suposição de que precisa ser testada.”

O estudo foi financiado pelo Conselho de Pesquisas sobre Meio Ambiente do Reino Unido e ainda está em curso.

O pesquisador Gavin Foster, da Universidade de Southampton, afirmou que está particularmente interessado em unir os registros de temperatura com estimativas mais precisas sobre os níveis de dióxido de carbono no Piloceno. “Assim como continuamos enfrentar desafios em nossas reconstruções de temperatura, devemos chegar os níveis de CO2 mais próximos da realidade do período. Juntos, eles vão ajudar a compreender verdadeiramente a natureza da sensibilidade do sistema terrestre e proporcionar um melhores subsídios para prever futuras mudanças climáticas.”



Fonte: O Globo



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

5 coisas horríveis que você não sabia que aranhas podem fazer com você

Leia Mais