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Amamentação pode mudar genética dos bebês e melhorar controle do estresse

Compartilhe:     |  23 de outubro de 2018

A amamentação ganhou, recentemente, um novo benefício para sua extensa lista: o melhor gerenciamento de estresse em bebês. “O que descobrimos é que a amamentação muda a atividade de um gene que regula a resposta fisiológica ao estresse, especificamente a liberação do hormônio cortisol”, explicou Barry Lester, professor de psiquiatria e pediatria da Brown University, nos Estados Unidos.

Durante o estudo, publicado na revista Pediatrics, os pesquisadores mediram os níveis de cortisol e metilação do DNA na saliva de 40 bebês. Desses, apenas metade foi amamentada por pelo menos 5 meses. Comparando os resultados, os cientistas descobriram que quanto mais elevado os níveis de cortisol e metilação do DNA, menor é a capacidade do indivíduo para lidar com o estresse.

“A amamentação foi associada com diminuição da metilação do DNA e diminuição da reatividade do cortisol nos bebês”, disse Lester. “Em outras palavras, houve uma mudança epigenética nos bebês que foram amamentados, resultando em estresse reduzido do que aqueles que não foram amamentados”, finalizou.

Já se sabe que o leite materno, além de promover um contato direto entre mãe e bebê, é um alimento completo. Ele é capaz de melhorar as defesas do sistema imunológico, diminuir os riscos de alergias, cólicas e obesidade infantil e agora, também, proporcionar à criança uma maior e melhor capacidade de lidar com o estresse. Não é demais?



Fonte: Revista Crescer



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