Notícias

Ambientalistas sugerem criação de projetos para conter erosão na falésia do Cabo Branco

Compartilhe:     |  18 de novembro de 2014

Uma audiência pública, realizada na Câmara Municipal de João Pessoa, na tarde desta segunda-feira (17), discutiu ações de intervenção na falésia do Cabo Branco.

Compuseram a mesa, o propositor da discussão, vereador Raoni Mendes (PDT); o presidente da CMJP, Durval Ferreira (PP), que presidiu a discussão; o primeiro secretário da Câmara, vereador Benilton Lucena (PT); o gestor da Secretaria Municipal de Planejamento, Rômulo Polari; o secretário municipal do Meio Ambiente, Edilton Rodrigues Nóbrega; o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba, Renan Guimarães; e o representante da Procuradoria Geral do Estado, o procurador João Arlindo Correia Neto.

Também participaram da audiência os vereadores Bosquinho (DEM), Dinho (PR), Fuba (PT), Chico do Sindicato (PP) e o líder da situação na CMJP, Marco Antônio (PPS); outros secretários municipais, representantes de instituições ligadas ao Meio Ambiente, professores da UFPB, biólogos e ambientalistas.

Raoni Mendes destacou que todos os parlamentares pessoenses estão igualmente empenhados em resolver a situação independente de qualquer bandeira partidária. “Precisamos encontrar solução para resolver esses problemas de décadas. Com esta audiência pretendemos escutar os posicionamentos dos gestores de nossa cidade e os questionamentos de nossa população. Depois, vamos acompanhar as proposituras de intervenção naquela região. Todos queremos que a barreira do Cabo Branco seja salva”, justificou.

O secretário de Planejamento realizou uma explanação sobre as ações que deverão ser efetivadas na região. De acordo com ele, existe a elaboração de um Projeto Executivo que está em vias de ser finalizado e que vai precisar passar pela avaliação da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), para só então seguir para execução. Rômulo Polari falou que, de imediato, estão previstas algumas ações como a intervenção na ação do mar, com quebra mares e o fortalecimento do “pé da barreira” para suportar a força das ondas; a recomposição da falésia e a retirada do tráfego de automóveis na área.

Representantes de instituições ligadas ao Meio Ambiente, professores da UFPB, biólogos e ambientalistas discutiram o tema, defendendo que as ações devem acontecer após a realização de grandes estudos sobre o impacto ambiental na região. Eles também sugeriram a união de forças para criação de projetos que possam conter o avanço do mar, salvar a biodiversidade da região e evitar a ação do homem. Também foi sugerido a criação de um Conselho Consultivo sobre a questão, além de uma ampla discussão com a sociedade civil sobre o Projeto Executivo que está sendo elaborado.

Polari falou que está aberto para receber todas as sugestões que possam contribuir com as intervenções na Barreira. O gestor falou que o projeto ao qual se referiu fica em torno de R$ 460.000,00 e que o prazo para sua entrega é até o final do mês de novembro. Sobre os convênios com o Ministério do Turismo, o secretário afirmou que são renovados de forma constante.



Fonte: Portal Correio



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Estresse passa do dono para o cachorro

Leia Mais