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Americanos testam uvas para cultivar em Marte em próxima missão da Nasa

Compartilhe:     |  12 de abril de 2019

Isso não faz parte de um roteiro de filme de ficção científica. É fato. Os americanos querem levar a agricultura para Marte, e não apenas os homens. Um projeto encabeçado por um consórcio formado pela agência georgiana de pesquisa espacial, a Universidade de Comércio e de Tecnologia de Tbilissi, o Museu Nacional e iniciativa privada, visa produzir em uma estufa variedades de uvas viníferas no planeta vermelho. O projeto foi batizado de IX Millenium.

A Nasa planeja enviar, nos próximos 25 anos, uma missão para habitar o quarto planeta mais próximo do Sol. Para isso, uma das cientistas associadas ao projeto, a bióloga Marika Tarasachvili, estuda o desenvolvimento de uma bactéria que possa transformar o solo árido de Marte em terras férteis. Para isso, os cientistas coletaram bactérias de regiões da Geórgia que dispõem de um “ecossistema extremo”, cujas fontes de água são muito quentes, e afirmam terem criado fontes de micro-organismos capazes de resistir às rudes condições marcianas.

Os pesquisadores também estão testando a pele de 525 variedades de uva presentes nos Estados Unidos, para determinar qual resistirá melhor aos elevados níveis de radiação ultravioleta que chegam na superfície de Marte. De acordo com os resultados preliminares, trata-se da variedade Rkatsiteli, uma das mais antigas cepas conhecidas, utilizada para a produção de vinhos brancos com notas de maçã verde.

A próxima etapa do projeto será testar as variedades de uvas georgianas num ambiente simulando as condições em Marte, no interior de um laboratório que está sendo construído na Universidade de Tbilissi. As plantas serão expostas a temperaturas negativas, a altos níveis de radiação e monóxido de carbono, além de uma forte pressão atmosférica.

Os primeiros traços históricos da produção de vinhos datam de 8 mil anos, na Geórgia, país que está entalhado entre as montanhas de Cucase e o mar Negro, beneficiando-se de um clima temperado ideal para a cultura vitícola. “Os georgianos foram os primeiros viticultores da História e agora nós esperamos nos tornar os pioneiros na viticultura em outro planeta”, assegura Nikoloz Doborjguinidzé, co-fundador deste projeto ambicioso que une pesquisadores e empresários georgianos para responder ao chamado da NASA (Agência Espacial Norte Americana, sigla em inglês) para imaginar a uma ‘presença humana sustentável’ em Marte, e dar uma dimensão interplanetária da indústria vitícola georgiana.



Fonte: Revista Globo Rural



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