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ANA diz que Paraíba consome mais água que a média do Nordeste, que é a menor do Brasil

Compartilhe:     |  22 de março de 2015

A oferta hídrica no semiárido e em regiões metropolitanas das grandes cidades vem reduzindo gradativamente, segundo estudos feitos pela Agência Nacional das Águas. Em decorrência disso, os setores que dependem do armazenamento de água como o abastecimento das cidades, a irrigação e a produção de energia elétrica, vêm sendo penalizados, deixando no ar a sensação de caos iminente. Paraíba consome água acima da média do Nordeste.

A escassez de chuvas, de acordo com o estudo da ANA, deixa uma grande quantidade de municípios do semiárido em situação extremamente crítica, com baixíssima garantia hídrica. A ANA revela que, em alguns municípios foram observadas secas com tempos médicos de recorrência superiores a 100 anos.

De acordo com a agência, o nível dos reservatórios do Nordeste caíram de 61,7% em maio de 2012 para 25,3% em março deste ano. Nesses três anos, no entanto, o uso dos estoques só aumentou, sem que tenha ocorrido chuva suficiente para amenizar ou prover recarga nos açudes. E para evitar o colapso total no abastecimento foram promovidas ações de diminuição da vazão dos mananciais e racionamento.

A falta de chuvas tem afetado também as reservas na região hidrográfica do rio São Francisco. De 2012 até 2014, seus principais reservatórios tiveram uma acentuada redução nos volumes, passando de 80% para 10% ou até 2,58%, como foi o caso do reservatório de Três Marias, em Minas Gerais.

Em relação ao consumo de água, a média de 2013 foi de 166,3 litros por cada brasileiro. O Nordeste é a região onde o consumo é menor. São 125,8 litros por habitante. Mas a Paraíba aparece com uma média acima da nordestina, com 136 litros por pessoa. A região onde o consumo por habitante é maior é a Sudeste, com 194 litros. Em descompasso à questão da retração da oferta de água no país, cresce a necessidade de acesso aos serviços de saneamento.

Dados

O setor gerou 727 mil empregos diretos e indiretos em todo país e a receita em água e esgoto chegou a R$ 91,6 bilhões. De acordo com estudos divulgados pelo Instituto Trata Brasil, o custo para universalizar o acesso à água, esgotos, resíduos e drenagem chega a R$ 508 bilhões. Em 20 anos, ou seja, de 2014 até 2033, desses recursos somente para água e esgotos terão que ser destinados R$ 303 bilhões, segundo dados do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB).

Mapa

 



Fonte: Portal Correio



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