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Anatomia de pássaros revela que a evolução pode ‘voltar atrás’

Compartilhe:     |  23 de janeiro de 2015

Um estudo recente que analisou os ‘pulsos’ de pássaros modernos descobriu a presença de um osso ‘diferente’ – o mesmo osso que estava presente em alguns dos primeiros dinossauros e que os últimos dinos perderam quando evoluíram e se tornaram pássaros. Ou seja, a evolução teria ‘sumido’ com esse osso e voltado atrás, fazendo com que ele reaparecesse em pássaros.

Nos ancestrais dos próprios dinossauros os pulsos eram robustos, com pelo menos 11 ossos. Quando começaram a aparecer dinossauros que andavam sobre duas patas, as patas dianteiras e seus pulsos não precisavam mais aguentar tanto peso e se tornaram mais fracos e ágeis. A ideia das patas dianteiras agora era manipular presas – e, para isso, só precisavam de três ossos. Entre os ossos desaparecidos estava um que os cientistas chamam de pisiforme.

O cientista Alexander Vargas, da Universidade do Chile, começou a comparar embriões de aves e compará-los com fósseis, para ver se encontrava traços ancestrais nas aves normais. Ele descobriu que quando dinossauros carnívoros evoluiram para pássaros a junta do ‘pulso’ na asa, entre os segmentos mediano e final, se modificou, para aumentar a flexibilidade da asa. E isso incluiu a volta de um osso no mesmo lugar do pisiforme, que os anatomistas chamam de úlnara, para dar mais força à asa.

Analisando a úlnara, Vargas percebeu que se tratava, na verdade, da volta do pisiforme.

Isso desafia a teoria do biólogo Louis Dollo que, no século 19, afirmou que a evolução era irreversível. Asssim que uma estrutura é perdida não seria possível recuperá-la.
Não é a primeira vez que a lei de Dollo é desafiada. Há uma espécie de rã nativa da América do Sul que perdeu seus dentes e ‘voltou atrás’ após 200 milhões de anos, quando indivíduos passaram a desenvolvê-los novamente.



Fonte: Revista Galileu



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