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Animais cardiopatas enfrentam risco de morte por conta dos fogos de fim de ano

Compartilhe:     |  26 de dezembro de 2020

O barulho dos fogos pode levar cães e gatos à morte por parada cardíaca, além de submetê-los a estresse

Os fogos de artifício das festas de final de ano são um risco para os animais, especialmente para os que sofrem de doenças cardíacas. Os problemas vão além do estresse e do abalo psicológico que cachorros e gatos sofrem por conta do barulho dos explosivos, já que esses animais podem morrer em decorrência de uma parada cardíaca.

De acordo com a médica veterinária Bruna Guerbas, os cachorros das raças boxer, yorkshire, maltês, poddle, pug, buldogue, cocker spaniel e dobermann têm maior predisposição para o desenvolvimento de doenças do coração. No caso dos gatos, os persas são as maiores vítimas desses problemas de saúde.

Em relação aos animais idosos, independentemente de raça, o cuidado deve ser redobrado, já que a velhice pode levar ao desenvolvimento de problemas cardíacos.

Segundo a especialista, no momento da queima de fogos, os animais cardiopatas correm um risco maior do que os outros de sofrerem uma parada cardíaca que pode levá-los à morte. Por conta disso, algumas medidas devem ser tomadas pelo tutor.

“O ideal é não deixar esse animal sozinho durante a queima de fogos, tentar deixá-lo calmo, colocar tampões em seus ouvidos e tentar amenizar o som, já que eles possuem uma audição muito mais aguçada que a nossa”, orientou a veterinária em entrevista ao G1.

Bruna explicou ainda que a prática de enrolar tecidos ao redor do corpo do animal também pode ajudar, pois passa a sensação de segurança. No caso dos fitoterápicos, o uso só deve ser feita sob prescrição médica.

A veterinária lembrou ainda que é importante prevenir as doenças cardíacas submetendo o animal a uma rotina saudável. Caso o cachorro ou gato apresente convulsões, desmaios, aumento do volume abdominal, desenvolva obesidade ou demonstre cansaço ao fazer exercícios físicos, normalmente seguidos de tosse, é importante levá-lo para uma consulta.

“O recomendado é levar ao médico veterinário para avaliação e realização de exames para diagnóstico e conseguir iniciar um tratamento a tempo”, orientou.

Se a cardiopatia for diagnosticada, o animal terá que ser submetido a exames de rotina para controle da doença. É o caso de Léo, um poodle de 12 anos de idade, diagnosticado com sopro no coração. A cada quatro meses, Maria Rosa Geronutti leva o animal ao veterinário para fazer um ecocardiograma.

“Atualmente, fico mais assustada com as reações do Léo. A pandemia já não deixa sair, mas saio menos e o medico todo dia. Antes era um copo e meio ao dia, mas, após um exame recente, mais duas medicações foram acrescentadas”, contou a tutora.



Fonte: Anda



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