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Aos 85 anos, aposentada percorre ruas de Anápolis para recolher materiais recicláveis

Compartilhe:     |  5 de janeiro de 2020

Aos 85 anos, a aposentada Sebastiana Rosa da Silva caminha todos os dias pelas ruas recolhendo material reciclável, em Anápolis, a 55 km da capital. Ela mora sozinha, não tem mais por perto os filhos e o marido e encontrou esta maneira de se manter forte e ativa. Despretensiosamente, ela ainda conquistou os vizinhos enquanto ajuda a cuidar do meio ambiente.

O trabalho, segundo ela, não é pelo dinheiro – que até ajuda com as despesas da casa, mas é pouco. Sebastiana vê a própria rotina como uma forma de carinho com o local onde mora e o meio ambiente.

“Vou cuidando. Sai daqui, vira ali, vou cuidando das coisas”, disse.

Aposentada Sebastiana Rosa da Silva, 85 anos, catadora de recicláveis em Anápolis Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Aposentada Sebastiana Rosa da Silva, 85 anos, catadora de recicláveis em Anápolis Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Esse cuidado se estende às pessoas que ela encontra. Entre as amizades que Sebastiana fez ao longo dos 15 anos que atua como catadora está a costureira Elza Fugencio Pires.

“O dia que ela não vem aqui, eu vou à casa dela vê-la. Cuido dela, e ela cuida de mim.”, contou.

A idosa não esconde a consideração que tem pela amiga e disse que sempre faz uma pausa no caminho para prosear e “fazer uma boquinha”.

“Um cafezinho, uma comidinha, um docinho, uma frutinha.”, exemplificou a idosa, aos risos.

Costureira Elza Fugencio Pires e aposentada Sebastiana — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Costureira Elza Fugencio Pires e aposentada Sebastiana — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O funcionário público Everton Jaques também já está habituado em vê-la diariamente trabalhando. “Ela acorda cedinho. Todo dia, às 6h. Está chovendo ou está sol e ela está atrás dos negócios dela”, disse.

O ambientalista Robson Guimarães conheceu Sebastiana e ficou admirado com a iniciativa, energia e simpatia enquanto desempenha um trabalho fundamental, segundo ele.

“É importante que as pessoas entendam que têm que doar o resíduo sólido para os catadores, não deixar ir para o aterro sanitário. Isso aumenta a vida útil do aterro, é socioeconômico, ajuda ao meio ambiente”, avaliou.

Para incentivá-la, ele deu a ela um carrinho para fazer a coleta. Novinho, com proteções nas laterais para evitar que o material caia e uma plaquinha com uma mensagem que incentiva as pessoas a fazerem parte da iniciativa: Lixo é luxo.



Fonte: G1 GO - Marina Demori - Vanessa Martins - TV Anhanguera



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