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Apendicite, que afetou Marina Ruy Barbosa, só traz maiores riscos se socorro for lento

Compartilhe:     |  8 de abril de 2015

Uma apendicite fez com que a atriz Marina Ruy Barbosa, de 19 anos, fosse operada de emergência no último dia 26, como noticiou ontem a coluna “Retratos da Vida”. Apesar de causar medo, a inflamação do apêndice só traz risco de complicações quando o paciente negligencia os sintomas e demora a buscar auxílio médico. A cada cem pessoas, duas ou três vão desenvolver o problema durante a vida, segundo o cirurgião geral e coloproctologista André Barreto.

— A doença é mais comum entre homens e atinge um em 35 indivíduos. Entre as mulheres, a proporção é de um caso em 50 pessoas — diz o médico, coordenador de cirurgia do Hospital Balbino e membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e da Sociedade Brasileira de Videolaparoscopia.

De acordo com Barreto, todos os casos de apendicite são emergências cirúrgicas. O ideal é que a operação para retirada do apêndice — única opção de tratamento para o problema — ocorra até 16 horas após o diagnóstico. Respeitado esse tempo, a chance de mortalidade é menor que 1%.

— Ao sentir os primeiros sintomas, o paciente já deve procurar o médico. Com o diagnóstico precoce, a maioria dos casos evolui bem. A pessoa opera e no dia seguinte já vai para casa — explica.

A demora no atendimento pode provocar o rompimento do apêndice e fazer com que fezes e pus se espalhem pela cavidade abdominal. Com isso, bactérias podem cair na corrente sanguínea e contaminar todo o organismo, causando infecção generalizada e, consequentemente, a morte do paciente.

O apêndice é um órgão vestigial, ou seja, não tem função no organismo. Apesar disso, todas as pessoas nascem com ele. Algumas teorias evolutivas acreditam que, nos antepassados, a estrutura estava ligada à digestão de vegetais.

Retorno à vida normal em uma semana

Atualmente, a técnica mais utilizada na cirurgia para retirada do apêndice é a videolaparoscopia, método minimamente invasivo que dispensa incisões. Três tubos finos (de cinco ou dez milímetros de diâmetro) são introduzidos no paciente: um no umbigo, um na altura da crista ilíaca esquerda e outro na região acima do púbis. Em um deles, é colocada uma câmera e nos demais, pinças de trabalho. Dessa forma, o cirurgião consegue acessar a cavidade abdominal e retirar o órgão inflamado.

— O trauma cirúrgico é muito pequeno. A recuperação é individualizada mas, em geral, o paciente volta à vida normal em cinco a sete dias — diz o cirurgião geral André Barreto.

A cirurgia convencional só é realizada em poucos casos, quando os sintomas já evoluíram a tal ponto que os médicos não conseguem acessar a cavidade abdominal com os tubos, ou quando o hospital ainda não dispõe de recursos para a videolaparoscopia.

A apendicite é mais comum entre os 5 e os 50 anos de idade. Não há fatores de risco de tornem algumas pessoas mais propensas do que outras ao problema. Também é impossível prevenir a doença.



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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