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Aplicativo é criado para que população ajude a registrar casos de tartarugas encalhadas

Compartilhe:     |  10 de novembro de 2019

Uma iniciativa do Curso de Engenharia de Pesca, da Universidade Federal do Ceará (UFC), desenvolveu o aplicativo Tartarugando, com o objetivo é auxiliar à população no registro de encalhes desse tipo de animal. Detalhes sobre as cinco espécies de tartarugas marinhas, que habitam o litoral cearense, podem ser consultados na plataforma que também divulga informações sobre educação ambiental.

Pelo menos 44 tartarugas morreram desde o fim de agosto, quando a poluição por petróleo cru começou a atingir as praias do Nordeste. Conforme o Instituto Verdeluz, que realiza o monitoramento dos animais no Estado, oito tartarugas foram encontradas vivas, duas estavam cobertas pelo óleo, no litoral cearense.

Ao menos 44 tartarugas morreram com manchas de óleo no Ceará — Foto: Instituto Verdeluz

Ao menos 44 tartarugas morreram com manchas de óleo no Ceará — Foto: Instituto Verdeluz

Neste cenário, o projeto Interpesca criou a plataforma para identificação e registro de encalhes de tartaruga, em que os usuários podem enviar fotos e características dos animais encontrados e o ponto do encalhe. As informações contribuem para o monitoramento que o projeto realiza e que podem servir para a elaboração de políticas públicas de preservação das espécies.

Além do registro de informações sobre as tartarugas, o aplicativo também indica a tábua de marés para que o usuário saiba qual o melhor horário para ir à praia, de acordo com a amplitude da maré. O aplicativo Tartarugando está disponível para dispositivos Android.

Habitantes do litoral

No Ceará, cinco espécies de tartarugas marinhas estão no litoral e são afetadas pelas toneladas de petróleo cru que vêm sendo avistadas nas praias nordestinas há cerca de dois meses. São conhecidas, popularmente, como tartaruga verde, tartaruga de pente, tartaruga oliva, tartaruga cabeçuda e tartaruga de couro.

Uma preocupação para ambientalistas está no processo de nascimento das tartarugas que começa em meados de outubro em todos os anos. Em 2019, com as faixas de areias cobertas por óleo, a chegada dos filhotes ao mar pode ser ameaçada.



Fonte: G1 - Lucas Falconery



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