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Após chegada do óleo, 12 toneladas de resíduos já foram recolhidos

Compartilhe:     |  1 de fevereiro de 2020

De setembro de 2019 até 30 de janeiro de 2020, cerca de 12,81 toneladas de resíduos foram recolhidos do litoral do Maranhão, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além do petróleo cru, há entre os resíduos materiais como lona, areia, pedras e Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs).

Em dezembro, o número de pontos afetados pelas manchas subiu para 48 em todo o litoral maranhense. O derramamento de óleo no oceano ainda é investigado e atinge o Brasil desde agosto.

Só em dezembro foram encontradas 23 novas manchas, com destaque para os municípios de Tutoia e Araioses, que ainda possui 18 localidades com vestígios do petróleo cru. No entanto, desde então não há registros de novas praias com óleo em todo o estado.

Manchas de óleo no litoral do Maranhão

Os registros de manchas de óleo no litoral maranhense começaram em setembro, em Atins, na região dos Lençóis Maranhenses. Desde então, voluntários, equipes do Corpo de Bombeiros, além de equipes do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA realizam coleta e limpeza das praias.

Voluntários realizam a limpeza da praia de Travosa, em Santo Amaro do Maranhão, região dos Lençóis Maranhenses. — Foto: Divulgação/Defensores da Casa Comum

Voluntários realizam a limpeza da praia de Travosa, em Santo Amaro do Maranhão, região dos Lençóis Maranhenses. — Foto: Divulgação/Defensores da Casa Comum

No Maranhão, os locais mais atingidos pelas manchas do óleo foram a Ilha dos Poldros e a Ilha do Caju, em Araioses, na divisa com o Piauí. Em outras regiões, a substância também atingiu o litoral do município de Tutoia, a Reserva Extrativista Cururupu, além de uma tartaruga na Praia de Itatinga, em Alcântara, na região metropolitana de São Luís.

Tartaruga foi encontrada por universitário na Praia de Itatinga em Alcântara (MA) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Tartaruga foi encontrada por universitário na Praia de Itatinga em Alcântara (MA) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Segundo o Ibama, atualmente quem está encarregado de realizar a limpeza do litoral do Maranhão é a Marinha, que informou a limpeza de 22 praias. São elas:

  • Ilha do Livramento – Alcântara
  • Praia da Mamuna – Alcântara
  • Praia do Itinga – Alcântara
  • Ilha de Poldros – Araioses
  • Canarias – Araioses
  • Manguezais da ilha – Araioses
  • Ilha do Caju – Araioses
  • Praia do Caburé – Barreirinhas
  • Praia Canto do Atins – Barreirinhas
  • Ilha de Maiau – Cururupu
  • Ilha de Caçacueira – Cururupu
  • Ilha de Santana – Humberto de Campos
  • Praia do Barro Vermelho – Paulino Neves
  • Travosa – Santo Amaro
  • Praia dos lençóis – Santo amaro
  • Praia da Litorânea – São Luís
  • Ilha da Melancieira – Tutoia
  • Arpoador – Tutoia

G1 MA questionou a Marinha em relação os locais que, segundo o Ibama, ainda possuem vestígios antigos de óleo. A Marinha não deu detalhes, mas disse que está sendo acertada uma programação para a limpeza desses vestígios entre a Capitania dos Portos e outros órgão responsáveis.

Quais os riscos para as pessoas?

O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminações variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais. A substância é tóxica. Compostos encontrados no óleo combustível são voláteis e podem ser inalados durante o manuseio de resíduos sem proteção correta.

Três dos compostos são extremamente perigosos a longo prazo: além de alto potencial cancerígeno, a exposição ao benzeno, tolueno e xileno pode provocar doenças no sistema nervoso central.

Listada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) como uma substância altamente perigosa, o benzeno, é responsável por provocar anemia e aumenta as chances de infecções e de desenvolvimento de cânceres sanguíneos como a leucemia.

É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias. O Ibama orienta que banhistas e pescadores não toquem ou pisem no material.



Fonte: G1 - Rafael Cardoso



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