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Após ‘onda de lixo’ na capital, República Dominicana retira resíduos de praias

Compartilhe:     |  31 de julho de 2018

lixoApós toneladas lixos invadirem as praias de Santo Domingo, na República Dominicana, o Ministério do Turismo emitiu nota esclarecendo que os resíduos já foram retirados e a costa da capital está limpa novamente.

O comunicado diz ainda que destinos turísticos como Punta Cana, Puerto Plata, Samaná, Juan Dolio e La Romana “operam normalmente” e não foram afetados pelo lixo.

“O trabalho instaurado pelas autoridades para superar com rapidez e eficiência o impacto dos resíduos acumulados na Costa Sul merece todo o reconhecimento dos hoteleiros da capital”, disse Roberto Henríquez, presidente da Associação dos Hoteleiros de Santo Domingo.

O comunicado também menciona ainda um agradecimento a voluntários e ONGs que ajudaram na limpeza: “Sob a liderança do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, a Prefeitura de Santo Domingo, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais, as Forças Armadas Dominicanas, as autoridades portuárias, a Associação das Indústrias da República Dominicana, diversas ONGs nacionais e internacionais e centenas de voluntários forneceram uma solução rápida e eficaz para o acúmulo de resíduos no menor tempo possível”.

O acúmulo de lixo acontece depois que a tempestade subtropical Beryl passou pela região levando o lixo para a costa das praias locais, como a de Montesino.

A ONG Parley, que trabalha com preservação dos oceanos, filmou as “ondas de lixo” no local e classificou a situação como emergencial. Em comunicado, declarou ter retirado um total de 1000 toneladas de lixo desde o dia 13 de julho. Segundo a ONG, garrafas plásticas e caixas de isopor foram encontradas em meio ao lixo.

Lixo veio de rio

Até o último dia 12 de julho, todo esse lixo estava pressionando contra a ponte flutuante sobre o rio Ozama, que percorre 148 quilômetros da ilha antes de se esvaziar no Atlântico.

A enorme massa de lixo se acumulou nesse ponto por causa das fortes chuvas da tempestade Beryl, que afetou o território dominicano.

As autoridades que controlam a ponte decidiram abri-la e o lixo acabou nas praias de Fuerte San Gil, Montesinos e Guibia, na costa sul de Santo Domingo.

Segundo a BBC, Domingo Contreras, diretor geral de Programas Especiais da Presidência da República (Digepep) declarou que as autoridades abriram a ponte para evitar que ela fosse danificada.

“Não é apenas sobre plásticos, é sobre troncos e material que o rio arrasta no meio de uma tempestade, a ponte tem uma capacidade de carga, se essa capacidade for ultrapassada, perdemos a ponte”, disse Contreras.

Em entrevista a BBC, a representante da Parley, declarou que o problema está na falta de acesso das comunidades à condições melhores de despejo de lixo e higiene.

“Todos os bairros que vivem rio acima são pessoas muito pobres, muito vulneráveis, que jogam seu lixo atrás de casa, isto é, o rio “, explicou Carmen Chamorro à BBC Mundo.



Fonte: G1



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