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Após um ano, robô do exército integra efetivo profissional

Compartilhe:     |  10 de março de 2020

A inteligência artificial do Exército Brasileiro chamada Max completou um ano em operação neste começo de março e, após melhorias, passa a “integrar” o efetivo profissional do exército nacional.

O Max é um chatbot, ou seja, um robô virtual de atendimento a internautas que tira dúvidas automaticamente em plataformas de comunicação digital, como o Facebook Messenger.

No começo do projeto, o Max podia responder a apenas 81 tipos de interações relativas ao ingresso no Exército Brasileiro. Hoje, ele pode atender a 230 diferentes de diálogo. Com isso, o Max passou a responder, também, a dúvidas sobre o sistema de saúde do Exército.

As respostas são oferecidas em um tempo inferior a 10 segundos após as perguntas dos internautas e a taxa de assertividade está atualmente em 70%, número que é 10% superior ao prometido no início do projeto, no começo de março de 2019.

Com isso, o Max foi engajado por mais um ano de operação e, por conta disso, o Centro de Comunicação Social do Exército irá criar um novo avatar para representá-lo nas mídias sociais, bem como uma nova estrutura de conversação que visa deixar as interações mais próximas da comunicação natural humana. Se tudo correr bem, o soldado Max pode até mesmo ser promovido a cabo, brinca o Exército Brasileiro, em comunicado oficial.

A compreensão de linguagem natural dos chatbots é um dos três pilares da inteligência artificial, junto à visão computacional e à análise de dados. O intuito é permitir interações com pessoas 24 horas por dia, sete dias por semana, mas sem deixar de lado a fluidez e a velocidade da comunicação. Adotados no mundo todo, o faturamento global do setor de chatbots passará de 2,6 bilhões de dólares em 2019 para 9,4 bilhões de dólares em 2024, de acordo com previsão da consultoria americana MarketsAndMarkets.

Uma pesquisa global da consultoria americana Gartner identificou que cada atendimento humano (por telefone, bate-papo online ou e-mail) custa, em média, 8 dólares por contato. Já os canais de autoatendimento de sites e apps custam 10 centavos de dólar por interação — uma redução de 99%. Por conta disso, não só o Exército Brasileiro, mas diversos negócios no mundo todo adotam os robôs de atendimentos. Ainda assim, o setor público nacional segue atrasado – apesar de algumas iniciativas esparsas – nessa tendência que melhora não só os custos, mas também a qualidade do atendimento ao cidadão.



Fonte: Exame - Lucas Agrela



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