Notícias

Aroma de óleo essencial de limão pode melhorar humor, segundo estudo

Compartilhe:     |  5 de junho de 2015

A aromaterapia é usualmente empregada para aliviar dor, causar relaxamento, diminuir a ansiedade, entre outros usos; por isso, os óleos essenciais são bastante utilizados em determinados pacientes, pois reduz os efeitos pós cirúrgicos e alivia as dores do parto, por exemplo. É confirmado, através do efeito sistêmico (ação de determinado remédio num sistema), que tais óleos essenciais agem como drogas que podem ter efeitos específicos.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, foi realizado para diagnosticar os efeitos causados pela inalação de determinados odores. Para tal, foram recrutados 56 homens e mulheres saudáveis, que foram expostos aos odores de lavanda (relaxante), limão (estimulante) e água destilada (sem odor). Primeiramente, eles foram submetidos a altos níveis de estresse e tranquilidade e, em seguida, lhes foi sugerida a inalação dessas essências. Um possível problema para esta pesquisa, é o “efeito placebo”, que dificulta o controle dos efeitos reais, já que o participante, por ter recebido alguma informação sobre os odores e o que se esperar de qualquer um deles, cria certa expectativa e, inconscientemente, “forja” o resultado esperado, mesmo quando exposto a água destilada.

Para a triagem de participantes, foi feito um teste simples para detectar a anosmia geral (ausência total do olfato) usando álcool feniletílico e acetato de amila. Assim, foi assegurado que os participantes não tinham uma anosmia específica para lavanda e limão, podendo fazer parte da pesquisa sem prejudicar os resultados.

Separados em dois grupos, o primeiro recebeu uma carta selada antes do início da sessão, que agradecia pela presença do participante e ressaltava a importância de não compartilhar nenhuma informação com membros da equipe. O segundo grupo recebeu a mesma carta, mas foram informados sobre os três odores e ainda informações fisiológicas e psicológicas específicas para que se analisasse o “efeito placebo”.

O procedimento para este experimento incluía, para cada sessão, uma pressão ao frio – processo bastante utilizado como estressor de laboratório que eleva hormônios relacionados ao estresse, frequência cardíaca e pressão arterial.

Cada participante fez três sessões com intervalos de seis horas, sendo que o primeiro grupo não tinha nenhuma informação sobre o que esperar do efeito de cada odor.

Conclusões

Notou-se através desta pesquisa, altos níveis de norepinefrina, que funciona como neurotransmissor e como hormônio (desempenha grande importância na resposta ao estresse), nos indivíduo expostos ao odor de limão com relação aos indivíduos expostos à lavanda; efeitos positivos do óleo de limão sobre o humor apareceram em ambos os grupos, em contrapartida, os efeitos da lavanda sobre o humor não foram melhores que a água destilada (às vezes negativos). O único achado imunológico era parcialmente ambíguo, quando o indivíduo cheirava lavanda, a resposta de mitógenos (células embrionárias) e blastócitos (responsável por estimular a divisão celular) aumentou no grupo com indicador de pré-estressor para pós-estressor e diminuiu no primeiro, enquanto o efeito foi o oposto para água destilada e limão. A única diferença evidenciada em relação aos odores foi a proliferação de linfócitos (células de defesa do organismo) para lavanda. Outros efeitos significativos relacionados não foram encontrados.

Concluiu-se então, que o limão teve maior efeito positivo sobre o humor.

Quer saber mais sobre óleos essenciais? Clique aqui.

 



Fonte: eCicle - NCBI



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Holanda se torna o primeiro país sem cães abandonados – e não precisou sacrificar nenhum

Leia Mais