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Arquipélago paradisíaco vai banir fraldas e outros plásticos descartáveis

Compartilhe:     |  26 de fevereiro de 2019

As mamães e papais que habitam o remoto arquipélago de Vanuatu, na Oceania, terão que começar a pensar seriamente na compra de fraldas ecológicas para seus pequenos. Isso porque o país acaba de anunciar planos de proibir fraldas descartáveis. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores, Ralph Regenvanu.

O anúncio foi feito durante uma conferência, na semana passada, em Port Vila, capital do país. Além das fraldas, serão proibidos ainda os talheres de plástico, copos de poliestireno (isopor), “mexedor” de bebidas também feito de plástico e alguns tipos de embalagens de alimentos.

O problema

Segundo o ministro, um estudo comprovou que a fralda descartável é o objeto de uso individual mais comum entre os resíduos domésticos de Port Vila. E qual o problema disso? Uma fralda comum é composta por três materiais principais: externamente por polietileno sintético, que é derivado de petróleo, internamente por uma pasta de papel e poliacrilato de sódio, que é superabsorvente. Além é claro de diversos químicos. Para se decompor, cada unidade pode demorar de 500 a 600 anos na natureza. “Estima-se que, em um ano, uma única criança seja responsável pelo uso de 130 quilos de plástico”, explica a marca Ecycle, especialista no tema reciclagem. Agora imagine o impacto causado por um bebê até o desfralde.

A solução

Antes das fraldas e invólucros descartáveis, Vanuatu já havia proibido as sacolas plásticas, canudinhos e embalagens de isopor. Uma matéria no Huffington Post explica que tudo isso começou com uma campanha no Facebook que, aos poucos, foi ganhando a atenção de legisladores. E, além disso, o país insular localizado no sul do Oceano Pacífico quer liderar o movimento em favor da redução da produção de lixo. Uma mudança na qual o país, que é composto por 83 ilhas, só tem a ganhar. Além de ter uma economia ainda baseada na agricultura de subsistência, o arquipélago também encontra no turismo uma fonte de renda.

Se aprovada, a lei que proíbe o comércio de fraldas descartáveis passa a valer já em dezembro deste ano.



Fonte: CicloVivo



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