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Artesãos de MG transformam restos de animais em obras de arte

Compartilhe:     |  30 de maio de 2016

Quando é abatido no frigorífico ou no matadouro, do boi tudo é aproveitado. Só se perde o berro, como se diz. Mas, quando o animal morre na fazenda, picado de cobra ou por qualquer outra causa, o que acontece? Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, ele se transforma em matéria-prima para fazer arte.

Osso
José Roberto Martins não poderia ter um apelido mais esclarecedor: Zé do Osso.

As partes escolhidas, ele leva para a cidade e quem vê a portinha não sabe o que ele consegue fazer lá dentro com madeira e osso. Com ferramentas básicas e a devida proteção nos olhos, ele risca, marca, lixa e serra. Isso depois de ter limpado o osso com várias fervuras.

Uma linha de trabalho é com bijouterias e objetos de decoração, como bandeja, porta-retrato, porta-objeto, flor de osso, brincos, anéis, tudo feito com osso. A outra linha de serviço é de instrumentos musicais. Além do berrante, feito com chifre, ele mostra diferentes instrumentos que faz, sempre usando osso: uma viola de bambu, um instrumento duplo, viola e violão ao mesmo tempo, e um cavaquinho elétrico especial.

Couro
Maurício de Moraes não sai nas fazendas atrás de carcaça. Sua matéria-prima não é o osso, mas, sim o couro.  E o couro ele precisa dele beneficiado, bem curtido.

Maurício começou fazendo selas, mas hoje, com tantos pedidos para fazer coisas menores, ele passa o dia produzindo bainhas de facas de vários tamanhos, cintos de couro, tanto de boi quanto de cobra, e porta-canivetes. Apesar de pequenos, dá trabalho por causa das costuras, da marca própria do cliente e do alto-relevo, tudo feito à mão. E a lista de produtos de Maurício não para de crescer, agora ele está produzindo capa de celular.

Imagem
Na fazenda Rancho da Matinha, na estrada Uberaba-Uberlândia, Norton Fenerich também usa em sua arte, animais que viveram e morreram na fazenda, mas ele não usa osso, nem de couro, ele usa a imagem.

A ideia é eternizar a imagem de um animal em trabalhos no ferro e no cimento. Algumas ficam tão reais que chegam a enganar outros bichos.

Cavalos, bois, vacas, Norton retrata alguns que ele conheceu vivos. Outros morreram meses atrás, um ano, dois anos, três anos, e aí ele conta sempre com o recurso de conferir com uma fotografia, um filme, uma pintura.

Mas como retratar a vida, a figura de um animal que morreu há 65 milhões de anos atrás? Esse foi o desafio de Norton quando ele aceitou fazer a escultura de uma família de dinossauros gigantes em Peirópolis, Uberaba, em um lugar que já é chamado de Parque dos Dinossauros.



Fonte: Globo Rural



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