Crônicas e Poesias

As fontes do rio Ipojuca

Compartilhe:     |  14 de junho de 2020

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Matinal

A luz
da manhã

é um rio
de saudade

que invade
meu silêncio.

Travessia

No princípio
das águas

o silêncio
amanhecia:

acima
das nuvens

repousa
calmaria.

Sinfonia das águas

Na pele
da água

se instala
a fala

do impetuoso
vento.

Em tons de ciano

No impulso
do azul

pulsa
a lua

de alma
nua.

Outono

Sol e lua
rio e mar

desenham
a paisagem

de forma
singular.

Horizonte

Silêncios do outono
jorram oceanos
de saudade.

Manhã do rio

Um rio
não resiste

ao delírio
dos lírios.

Cena de futebol

Pela voz
do olhar

o veloz
zagueiro

dribla
o goleiro.

Sanhauá

O Porto do Capim
é uma saudade de rio
dentro de mim.

Sobre o amor

Amor é tudo:
ame o mundo.

Outro tom de ciano

Ao mar
deixo-me
levar

pelo beijo
efêmero
das maresias:

ao mar
deixo-me
desviar

pelas suaves
pétalas
dos seus dias.

Exercício matinal

Tão ecológicos
somos nós

por debaixo
dos lençóis.

Exercício matinal 2

O universo
sem sexo

é = a verso
sem nexo.

Narciso

Em
frente
ao espelho

perdura
certo ar
de felicidade

da mais pura
vaidade.

Rosário do rio e das pontes

As fontes
invisíveis

do rio
Ipojuca

enchem
de água

os olhos
de Juca.

Juca Pontes é jornalista, poeta e escritor


Fonte: Carlos Romero



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