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As manchas avermelhadas assustam os pais de recém-nascidos

Compartilhe:     |  10 de março de 2015

Os pais do pequeno Eduardo perceberam que ele tinha uma mancha vermelha na nuca, com o formato de um morango, logo nos primeiros dias de vida do bebê. “Pensei que fosse alguma marca de nascença. Mas minha avó, mais experiente, disse que era normal e que iria desaparecer”, recorda a mãe, a secretária Patrícia de Castro, de Foz do Iguaçu (PR). Como o pediatra confirmou o palpite, ela se tranquilizou. Hoje, dois anos depois, a mancha é quase imperceptível. O hemangioma (como os médicos chamam esse tipo de nódoa) é uma malformação vascular congênita, causada por alterações de vasos sanguíneos durante o desenvolvimento fetal.

De coloração vermelha ou arroxeada, a incidência maior é no rosto, tronco, couro cabeludo e pescoço. “A aparência assusta, mas não há motivo para se preocupar a princípio. O mais importante é que o pediatra avalie o tipo do hemangioma e, se necessário, encaminhe o paciente a um especialista (dermatologista, cirurgião vascular ou plástico) para fazer o acompanhamento”, assegura a dermatologista pediátrica Nádia Almeida, do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Os hemangiomas podem ser planos e elevados. A diferença é que os primeiros são devido a alterações vasculares e, antigamente, eram conhecidas por “mancha salmão” ou “mancha vinho do porto”, dependendo da aparência. Estão presentes desde o nascimento, podendo ou não aumentar de tamanho. Esse tipo, entretanto, geralmente não regride. Já o hemangioma elevado é o mais frequente, ocorre por conta da formação de novos vasos depois do nascimento – em geral, surge alguns dias após o parto, aumenta de tamanho ao longo do primeiro ano e depois regride mesmo sem qualquer intervenção médica. Embora não represente um problema por si só, exige atenção. “À medida que o tumor (benigno) cresce, há risco de machucar estruturas circunvizinhas. Por isso, se estiver próximo a áreas nobres, como os olhos, e continuar evoluindo, precisa ser removido assim que possível”, explica Valcinir Bedin, diretor da Associação Pele Saudável (SP).

A boa notícia é que, como ocorreu no caso de Eduardo, a maioria dos hemangiomas some espontaneamente ao longo da infância ou, no máximo, até o início da adolescência. “Por isso, a recomendação é conter a ansiedade e aguardar pelo menos até os 18 meses de idade. Se a mancha não desaparecer, há opções de tratamentos para removê-la, que são indicados somente caso ela se torne motivo de constrangimento para a criança futuramente”, diz o dermatologista Valcinir Bedin, diretor da Associação Pele Saudável (SP). Isso porque, de acordo com o especialista, exceto quando a mancha comprometer alguma área nobre do organismo, trata-se apenas de uma questão de estética.

Outro cuidado diz respeito aos traumas no local. O hemangioma não dói. “Mas, por ser bastante vascularizado, pode sangrar com facilidade quando a criança machucar ali, e, ainda, se tornar uma porta de entrada para infecções”, alerta a dermatologista Nádia. Se o bebê se ferir sobre a mancha, em primeiro lugar, é preciso manter a calma. Compressas com gelo (por, no mínimo, cinco minutos) ajudam a estancar o sangramento. Caso não pare, leve-o ao PS.

Como tratar
Há diversos tipos de tratamento, que variam de acordo com o tipo e a gravidade da lesão. “O diagnóstico, em geral, é feito clinicamente. Somente em situações raras, é necessário complementá-lo com exames de imagem (como ultrassom e doppler)”, explica Bedin. Entre as opções disponíveis mais comuns estão: raio laser, injeção de medicamentos (substâncias esclerosantes), eletrocoagulação e remoção cirúrgica.



Fonte: Revista Crescer



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