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Asteroides “gêmeos” são descobertos passando perto da Terra

Compartilhe:     |  17 de julho de 2018

Um asteroide foi detectado com trajetória próxima da Terra em 2017 pelo Marrocos Oukaimeden Sky Survey. Apesar da descoberta, porém, pouco se sabia sobre esse objeto espacial. O único detalhe era que no dia 21 de junho de 2018, ele estaria no ponto mais próximo de nosso planeta, a cerca de 6 milhões de quilômetros, o equivalente a 16 vezes a distância da Lua.

Batizado de Near-Earth 2017 YE5, ele estará tão próximo daqui de novo só dentro de 170 anos. Sendo assim, os astrônomos aproveitaram a oportunidade única para conhecer mais do viajante agora mesmo. Em 21 e 22 de junho, as observações por radar Sistema Solar Goldstone da Nasa (GSSR), na Califórnia, mostraram os primeiros sinais de que o 2017 YE5 poderia se tratar de não um, mas de dois objetos.

As observações revelaram duas massas, mas a orientação do asteroide não permitia aos cientistas verem se os dois corpos estavam separados ou unidos — até que, finalmente, os dois objetos giraram para expor uma lacuna distinta entre eles.

Avisados pelos pesquisadores do GSSR, o Observatório de Arecibo, em Porto Rico, e o Observatório de Green Bank (GBO), nos EUA, iniciaram a observação. Assim, três dos maiores radiotelescópios do mundo se dedicaram a conhecer os gêmeos asteroides.

Ilustração do artista da trajetória do asteroide YE5 2017 através do sistema solar. Em sua aproximação mais próxima à Terra, o asteróide chegou a 16 vezes a distância entre a Terra e a Lua. (Foto: NASA)

As observações entre os dias 21 e 26 de junho indicam que os dois objetos têm cerca de 900 metros de comprimento e giram em torno um do outro entre 20 a 24 horas. Imagens de radar mostram que as duas rochas não refletem tanta luz solar quanto um asteroide rochoso típico. 2017 YE5 é provavelmente tão escuro quanto o carvão.

A descoberta da natureza binária de 2017 YE5 — apenas o quarto asteroide binário próximo à Terra já observado — fornece aos cientistas a oportunidade de melhorar a compreensão dos diferentes tipos desses asteroides binários e estudar os mecanismos de sua formação.



Fonte: Revista Galileu



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