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Astrônomos detectam formação de estrôncio no Universo pela primeira vez

Compartilhe:     |  27 de outubro de 2019

Pela primeira vez, astrônomos conseguiram detectar a formação de estrôncio, um metal pesado, no Universo. A detecção confirma algo que os cientistas já suspeitavam: que as substâncias mais massivas ​​do cosmos podem se formar a partir da colisão de duas estrelas de nêutron.

Essa descoberta foi feita quando os especialistas analisaram os dados provenientes da união GW170817, nome dado à colisão que gerou estrôncio, que ocorreu em 2017. Os registros foram feitos pelo espectrógrafo da Organização Europeia de Pesquisa Astronômica (ESO, na sigla em inglês), no Very Large Telescope, situado no Chile, e foi publicada na revista científica Nature.

Desde os anos 1950 os astrônomos conhecem os processos físicos que criam os elementos químicos que conhecemos hoje, mas não tinham certeza de onde, no cosmos, eles se formavam. “Sabíamos que os processos que criaram os elementos ocorreram principalmente em estrelas comuns, em explosões de supernovas ou nas camadas externas de estrelas antigas”, disse Darach Watson, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, em comunicado.

O surgimento dos metais pesados, entretanto, permanecia um mistério – até agora: “Não sabíamos a localização do processo final, conhecido como captura rápida de nêutrons, que criou os elementos mais pesados ​​da tabela periódica”, explicou o especialista.

A captura rápida de nêutrons é um processo no qual um núcleo atômico captura nêutrons com rapidez suficiente para permitir a criação de elementos pesados. Muitos elementos são produzidos nos núcleos das estrelas, mas criar substâncias mais pesadas ​​que o ferro, como o estrôncio, requer ambientes ainda mais quentes, com muitos nêutrons livres.

Na Terra, o estrôncio pode ser encontrado no solo e em minerais. Seu uso mais popular é em artigos utilizados para pirotecnia e em ligas de metal (Foto: Wikimedia Commons)

De acordo com os especialistas, essa descoberta demorou para ser feita porque, além de ser fruto de processos ainda pouco conhecidos, levou tempo para os astrônomos compreenderem os dados capturados pelo Very Large Telescope. “Esse é o estágio final de uma busca de décadas para identificar a origem dos elementos”, afirmou Darach Watson.



Fonte: Revista Galileu



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