Notícias

Astrônomos encontram indícios de lua vulcânica localizada para além do Sistema Solar

Compartilhe:     |  1 de setembro de 2019

Especialistas da Universidade de Berna, na Suíça, encontraram indícios que podem revelar uma “exolua” vulcânica, de acordo com um artigo publicado no periódico ArXiv. Evidências da existência do satélite foram localizadas no sistema de exoplanetas WASP-49b, situado a cerca de 550 anos-luz da Terra.

Segundo os astrônomos, se essa lua existir mesmo, provavelmente é um ambiente perigoso, com superfície derretida de lava. “Um lugar onde os Jedis vão morrer, algo perigosamente familiar para Anakin Skywalker”, brincou Apurva Oza, pós-doutorando no Instituto de Física da Universidade de Berna, em comunicado, fazendo referência aos personagens da saga de filmes Star Wars.

O astro se pareceria com Io, um dos satélites de Júpiter, que também é vulcanicamente ativo. Além disso, orbitaria um planeta gigante e quente, que, por sua vez, teria um período de translação de quase três dias e ficaria situado na constelação de Lepus, sob a constelação de Órion. “Precisamos encontrar mais pistas”, afirmou Oza.

Até agora, nenhuma lua rochosa foi descoberta além do Sistema Solar e, por isso, é com base em evidências circunstanciais que os pesquisadores em Berna deduziram a existência da exolua. Eles detectaram uma quantia significativa de gás de sódio próxima ao planeta WASP 49-b, mas em uma altitude anomalamente alta. “O gás neutro de sódio está tão longe do planeta que é improvável que seja emitido apenas por um vento planetário”, argumentou o pesquisador.

Para chegar a essa conclusão, os especialistas compararam sua descoberta com observações de Júpiter e Io. Após alguns cálculos, concluíram que uma exolua seria uma fonte muito plausível do sódio detectado prócimo ao WASP 49-b. “Enquanto a atual onda de pesquisas está caminhando para a habitabilidade e as bioassinaturas, nossa assinatura é uma assinatura de destruição”, comentou Oza.

Segundo ele, alguns desses astros poderiam ser destruídos nos próximos bilhões de anos devido à extrema perda de massa. “O interessante é que podemos monitorar esses processos destrutivos em tempo real, como fogos de artifício”, disse.



Fonte: Revista Galileu



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Quetzal: uma ave bela e misteriosa

Leia Mais