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Astrônomos observam último suspiro da matéria diante de um buraco negro

Compartilhe:     |  1 de outubro de 2018

centro de quase todas as galáxias— como a nossa Via Láctea — contém um buraco negro supermassivo, equivalente de milhões a bilhões de vezes o nosso Sol. Sua gravidade é tão forte que, além de manter galáxias unidas, não deixa nem que a luz escape.

Sua escuridão, porém, não impede que os astrônomos os observem. Não diretamente, mas pela forma que os gases espaciais que são por eles capturados. Por serem os buracos extremamente massivos, os gases não caem diretamente.

Ele é capturado em uma grande espiral, que vai girando cada vez mais rápido e próximo do buraco negro. Conforme acelera, vai se tornando mais quente e luminoso, transformando a energia gravitacional na radiação que os astrônomos observam.

Pela primeira vez os pesquisadores conseguiram observar o momento final em que o buraco negro engole a matéria, que vai para não se sabe onde. A equipe, liderada pelo professor Ken Pounds, da Universidade de Leicester, usou dados do observatório de raios-X da Agência Espacial Européia XMM-Newton para observar um buraco localizado no centro da galáxia PG211 + 143, a um bilhão de anos-luz. Seus resultados aparecem em um novo artigo na Royal Astronomical Society.

Acredita-se que a órbita do gás ao redor do buraco negro esteja alinhada com a rotação do buraco negro, mas não há razão para que isso aconteça. Na verdade, a razão pela qual temos verão e inverno é que a rotação diária da Terra não se alinha com sua órbita anual ao redor do Sol.

Eles viram que quando chegam bem próximos do buraco,  o equivalente a 20 vezes o tamanho do buraco — algo pequeno em termos astronômicos, já que eles são extremamente adensados pela gravidade —, os anéis de gás podem se romper e colidir uns com os outros, cancelando sua rotação e deixando o gás cair diretamente em direção ao buraco negro a 100 mil quilômetros por hora, um terço da velocidade da luz.

“Fomos capazes de seguir um pedaço de matéria do tamanho da Terra por cerca de um dia, quando ele foi puxado para o buraco negro, acelerando a um terço da velocidade da luz antes de ser engolido pelo buraco”, afirma Ponds.

 



Fonte: Galileu



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