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Ataques de cobras são comuns na zona rural e risco é alto para quem não toma cuidado

Compartilhe:     |  28 de junho de 2020

Na hora de ir para a roça, Mari Teixeira Castilho coloca meias e botas. Dependendo da tarefa do dia, não pode faltar a tesoura.

Mari vai escolhendo as berinjelas que estão no ponto. Não demora muito e ela já está com a caixa cheia. Um trabalho tranquilo, aparentemente sem riscos.

Mas ela lembra bem do que ocorreu em uma manhã de trabalho. Tudo seguia normal até que, de repente, a agricultora sentiu uma picada no pé. No início, ela pensou que fosse um espinho, mas logo viu que se tratava mesmo de um ataque de cobra.

O dedão do pé ficou inchado e escuro depois da picada de uma jaracuçu. Não teve jeito. Ela precisou ir para o hospital, onde tomou o soro antiofídico.

Mari diz que sentiu dores, tontura, mal estar e que perdeu o controle sobre movimentos do corpo.

Artur Adolfo Ambold já se cansou de ouvir histórias parecidas. Há 24 anos ele faz trabalho voluntário no município de Piedade (SP). Coleta as cobras peçonhentas encontradas e leva para o Instituto Butantã, em São Paulo.

Ele diz que antes as pessoas simplesmente matavam as cobras. Como achava que não deveria ser dessa forma, Artur procurou um caminho para proteger os animais e usá-los em benefício do próprio ser humano.

Até hoje, Artur já coletou quase 400 cobras. A espécie mais comum é a jararaca.

Ataques de cobras são comuns na zona rural

Os números ajudam a fazer o alerta sobre o perigo. No ano passado, no estado todo, foram registrados 52,9 mil acidentes com animais peçonhentos, aí incluídos cobras, aranhas e escorpiões. 13 pessoas morreram. Um ano antes, apesar do número de ocorrências ter sido menor (42,2 casos), foram 21 vítimas fatais.

Abraão Bueno de Camargo, de 68 anos, faz parte dessa estatística de acidentes. A marca da picada de uma cobra ficou no pé esquerdo. Ele diz que foi atacado quando estava carpindo o quintal.

A Santa Casa de Piedade é o hospital que recebe as vítimas de ataques de animais peçonhentos nos municípios da região. No caso de cobras, as ocorrências são comuns na zona rural e aí tem uma orientação importante.

Danilo Matheus de Almeida, diretor clínico do hospital, diz que, depois da picada de qualquer animal peçonhento, a primeira conduta é procurar um serviço médico de urgência e emergência e, se possível, tentar identificar o animal, sem se expor a riscos.

Mas o melhor de tudo é tentar evitar qualquer tipo de acidente. Artur lembra que é importante o uso de botas e de luvas revestidas com material resistente.



Fonte: Nosso Campo - TV TEM



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