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Atitudes na gravidez que aumentam o risco de autismo no bebê

Compartilhe:     |  17 de agosto de 2018

Confira as atitudes durante a gestação que a ciência já sabe que aumentam o risco de autismo no bebê

Autismo é uma das condições mais frequentes entre pessoas. Para se ter uma ideia, uma em cada 68 crianças será autista. Ainda não se sabe exatamente o que causa o autismo. Contudo, a ciência já descobriu que trata-se de uma combinação de fatores.

Os genes têm grande influência no autismo. Por isso, bebês que possuem familiares próximos com autismo, como um irmão mais velho, correm maior risco de ter a condição. Porém, os genes não são o único fator. O ambiente também tem uma grande influência.

Por isso, veja a seguir quais são as atitudes na gestação que a ciência já sabe que aumentam o risco de autismo no bebê:

Alguns outros remédios

Antes de tomar qualquer medicamento é importante informar o seu médico que você está grávida. Já se sabe que o uso de alguns remédios para a depressão e outras doenças psiquiátricas podem favorecer o autismo no bebê. Outros estudos também associaram o uso do paracetamol na gestação ao maior risco de autismo no bebê, saiba mais sobre o assunto aqui.

Não tomar ou abusar do ácido fólico

O ácido fólico na gravidez pode ser um aliado ou um inimigo quando se trata da prevenção do autismo. Isto porque as pesquisas já apontaram que o excesso de ácido fólico na gestação pode elevar os riscos de autismo no bebê. Por outro lado, não tomar ácido fólico em quantidades suficientes na gravidez também eleva o risco de autismo no bebê.

Sendo assim, o ideal é que a mulher comece a tomar ácido fólico antes mesmo de engravidar e consuma este suplemento na medida certa tanto antes de engravidar quanto durante a gestação. “A orientação é que as gestantes consumam 400 microgramas de ácido fólico por dia a partir de três meses antes da concepção e continue até a 12ª semana de gestação”, afirma a ginecologista Anaglória Pontes, professora do Departamento de ginecologia de obstetrícia da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

Não tomar suplemento de vitamina D

Uma pesquisa feita pela Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu que baixas quantidades de vitamina D no organismo da gestante aumentam o risco do bebê desenvolver autismo.

Por isso, converse com seu ginecologista sobre a possibilidade de tomar suplementos de vitamina D durante a gestação.

Menos de um ano entre gestações

Uma pesquisa publicada na revista científica Pediatrics descobriu que um curto espaço entre as gestações, especialmente quando a mulher engravida em um espaço de tempo menor de um ano após a gravidez, aumenta o risco de autismo no bebê.

Por isso, é importante esperar pelo menos seis meses após o parto para começar a tentar a segunda gravidez.

Atenção às frutas e verduras

É muito importante comer frutas e verduras durante a gestação. Contudo, é essencial lavar MUITO BEM esses alimentos antes do consumo e se possível optar pelas versões orgânicas.

Lavar bem as frutas e verduras reduz as concentrações de agrotóxicos. O consumo em excesso de agrotóxicos na gestação pode favorecer o risco de autismo nos bebês.

Comer muitas comidas prontas congeladas e outras fontes de BPA

Sabe aquela deliciosa lasanha congelada? Melhor não abusar. Isto porque estes alimentos congelados costumam conter Bisfenol A em suas embalagens. O Bisfenol A (BPA) é um composto utilizado na fabricação de policarbonato, um tipo de resina usada na produção da maioria dos plásticos.

Uma pesquisa realizada por Rowan University School of Osteopathic Medicine (RowanSOM) e Rutgers New Jersey Medical School (NJMS) foi o primeiro realizado em seres humanos a comprovar que de fato existe uma relação entre autismo e BPA.

Os pesquisadores analisaram 46 crianças com autismo e descobriram que elas possuem problemas para metabolizar o BPA. “Observamos que houve uma relação entre a dificuldade de metabolizar o BPA e crianças com autismo. Ainda é necessário pesquisar muito mais sobre o assunto para entendermos se o consumo de BPA realmente favorece os casos de autismo. Mas já podemos orientar que o BPA deve ser evitado por gestantes e bebês”, disse o autor do estudo Peter Stein da RowanSOM.

Saiba como evitar a exposição ao BPA

1 – Use mamadeiras e utensílios BPA free para os bebês.

2 – Jamais esquente no microondas bebidas e alimentos acondicionados no plástico. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.

3 – Evite levar ao freezer alimentos e bebidas acondicionadas no plástico. A liberação do composto também é mais intenso quando há um resfriamento do plástico.

4 – Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina epóxi no revestimento interno das latas.

5 – Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.

6 – Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.

7 – Caso utilize embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior da embalagem. Eles indicam que a embalagem contém ou pode conter o BPA na sua composição.”

Exposição ao cigarro e bebidas alcóolicas

Não fumar e evitar o fumo passivo durante a gestação pode contribuir para a prevenção do autismo no bebê. O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação também foi associado a maior risco de autismo no bebê, então, mais um motivo para não beber durante a gravidez.

Fonte consultada:

Autism Speaks, ONG dos Estados Unidos dedicada aos estudos sobre prevenção e tratamento do autismo.



Fonte: Bebê e Mamãe



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