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Ativista consegue libertar 950 ursos das fábricas de extração de bílis

Compartilhe:     |  9 de março de 2020

ONG “Free the Bears Fund” (Fundo para Libertação dos Ursos) tem hoje santuários no Camboja, Vietnã, Laos e também um forte trabalho na Índia graças à determinação de Mary Hutton que, em 1993, ficou chocada ao assistir um documentário que mostrava imagens de ursos imobilizados para terem a bílis extraída por cateteres – um componente muito usado na medicina alternativa asiática.

Ela descobriu na ocasião que milhares de ursos estavam sendo mantidos naquelas condições horríveis por toda a Ásia. E foi nesse momento que ela mudou toda sua vida e abraçou uma missão: tirar os ursos de tamanho martírio. Ela coletou milhares de assinaturas contra a prática exploratória de ursos e reuniu um grupo de pessoas para, em 1995, conseguir registrar a “Free the Bears Fund”.

Mary Hutton com urso resgatado. Foto “Free the Bears Fund”

Apesar da extração de bílis de urso se tornar ilegal no Vietnã, Laos e Camboja, a organização estima que 800 animais ainda permaneçam em cativeiro no Vietnã e 150 no Laos (dados de 2018), além dos cerca de 10 mil ursos em fazendas da China explorados para o mesmo fim. Depois de resgatar um par de ursos no Camboja, Mary deu início à construção do Santuário do Urso daquele país e trabalhou fortemente na conscientização da população.

Em 2003, foi inaugurado o Centro de Resgate de Ursos em Luang Prabang, (Laos) e em 2008 outro no Vietnã. O “Free the Bears” ajudou a resgatar mais de 950 ursos nos três países onde atua. Mas também juntou-se ao “Wildlife SOS” e ao “International Animal Rescue” para libertar os ursos dançarinos da Índia. O primeiro grupo de 25 ursos foi resgatado na véspera de Natal de 2002. Nos sete anos seguintes, o “Free the Bears” ajudou a fornecer dinheiro para mais de 500 famílias que viviam da exploração de ursos dançarinos para estabelecer novos meios de subsistência. Em 2009, o último dos ursos dançantes da Índia foi entregue e a tradição secular terminou.

Os ursos ficam em santuários do Laos, Camboja e Vietnã. Foto “Free the Bears Fund”

“Enquanto houver ursos necessitados, o Free the Bears se esforçará a fim de parar seu sofrimento. Além de resgate e reabilitação, continuamos a enfrentar as ameaças aos ursos da Ásia. Essas ameaças são numerosas e endêmicas, mas com um esforço consistente das comunidades locais até os governos nacionais, acreditamos que é possível acabar com o sofrimento dos ursos”, diz Mary que hoje tem 81 anos e assina uma árdua luta que completa 25 anos.



Fonte: Anda



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