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Aumenta infecção pela febre amarela em macacos em Santa Catarina e no Paraná

Compartilhe:     |  21 de maio de 2020

O Paraná e Santa Catarina registraram aumento no número de macacos infectados pela febre amarela. Juntos, os estados sulistas concentram praticamente 99% de todas as notificações confirmadas de epizootias – isso é, óbitos ou adoecimentos de macacos infectados pela doença.

O Ministério da Saúde informou o registro de 867 epizootias, de julho de 2017 a junho de 2018, em seis estados. São eles: Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. De 2018 a 2019, foram 126 casos notificados pelos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

De julho de 2019 a maio de 2020, apenas Paraná, Santa Catarina e São Paulo registraram a doença em macacos, com 348 casos. Um aumento de 180% em comparação ao período epidemiológico anterior, embora ainda faltem dois meses para o final do atual período.

Santa Catarina registrou 54 casos de julho de 2019 até o início de maio de 2020. Entre 2018 e 2019, foram quatro casos e nenhum de 2017 a 2018.

Entre julho de 2019 e o último dia 8 de maio, 287 adoeceram ou morreram em decorrência da doença no Paraná. Outros 89 casos estão sendo investigados e 423 ainda não tiveram amostras colhidas para análise. Ainda assim, o número de casos confirmados é superior ao registrado nos anos anteriores. Foram 49 epizootias de julho de 2018 a junho de 2019 e nenhum registro de julho de 2017 a junho de 2018.

Os dados surpreenderam o professor Fernando de Camargo Passos, do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná. “É surpreendente esse grande número de casos no Paraná. Ainda que já estivéssemos prevendo um avanço da febre amarela [entre macacos] no estado, pois a doença, que já tinha atingido outros estados antes de vir em direção ao Sul, agora avança em ondas entre estes animais [no Paraná]”, disse o pesquisador, em entrevista à Agência Brasil.

O especialista lembrou que o macaco não transmite a doença, que é repassada a animais e humanos através da picada de mosquitos de dois gêneros (Haemagogus e Sabethes) que costumam viver na copa das árvores.

“Já houve casos de pessoas matarem ou maltratarem os animais por achar que podem ser responsáveis pela transmissão da febre amarela, o que não é verdade”, alertou o pesquisador.

Maltratar e matar animais é crime ambiental, passível de multa e detenção de até um ano.



Fonte: Anda



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